Algumas pedras de gelo em uma taça levemente gelada sobre a mesa, era o começo de uma noite marcante para um exímio sedutor. Um Dry Martini dava sabor aos lábios, antecipando o que seria depois de alguns olhares lascivos – a oculta vontade, finalizada em desejo explícito sobre uma curva bem definida.
Olhares atentos e clivados sobre o decote, desejavam subjugar aquelas pernas, aqueles seios...
Enfeitiçados e incitantes, convidavam os seus sentidos todos a um desfecho de carne.
Ela, mulher de classe e requintada do alto penteado aos pés – era uma linda dama, se colocava a duas mesas de distância de seu “flertor”, que ela ainda não dera conta – não notara sua presença.
Cruzava e descruzava as pernas de maneira sensual – impossível não notar os movimentos delas, que eram provocantes a quem as via - num movimento cheio de intenções para os olhares alheios, atiçando a cada gesto os desejos de um homem sedento por uma noite apenas.
Para esse homem de sorriso malicioso que morava ao canto da boca entreaberta, satisfazer-se no gozo de um encontro notável, era seu passaporte para se acabar no deleite de uma chave-de-perna...
Sua respiração começava a ofegar...
Então largou a sua taça na mesa, com meia dose de Dry.
E sem muito hesitar levantou-se...Indo ao encontro daquela mulher de cabelos loiros, longos e soltos – que muito sugeria a qualquer homem que gostasse de dominar uma fêmea.
Só que no meio do caminho ele resolvera outro intento – tomá-la por trás. Com uma atitude inesperada e selvagem, encheu a mão naquele decote safado, lhe tomando a boca de supetão de modo a deixar tudo ali visível aos olhares atônitos. Ele apertava os seios no compasso que a beija os lábios, de tal maneira que não havia respiração por parte dela, só gemidos e soluços silenciosos. Decorreu-se mais alguns segundos de beijos, em seguida escorregou a boca para uma de suas orelhas, chupando-as num movimento de ir e vir: mordiscava toda a maciez dela e penetrava a ponta da língua adentro.
Após a cena típica de filme americanizado, trocaram alguns olhares cansados como de quem tinha terminado de fazer amor.
Papilon Motel a 500 metros. – Dizia a placa.
Uma noite e meia de prazer; um lugar e mil estórias pra contar...
A boca máscula se metia entre as coxas, que tensas retraiam-se num sugar perfeito sobra a...
– Minha nossa! Que homem é esse...
Ela gritava louquinha de prazer.
E em torpor dava gargalhadas de tesão, pedindo mais e mais...
– Vai, me fode com vontade, seu safado sem vergonha! Agoraaaa...
Ele a fodia com tanta emoção, quase à beira de um ataque cardíaco.
– Você é um cavalo! Agora eu quero lá... – Ela pedia.
– Onde você quer, sua vagabunda?
– Uhm, amor. Gostei...Sou tua vagabunda.
E completando, ela respondia:
– Eu deixo por sua conta decidir a melhor entrada.
– Então ta, façamos o seguinte, deixa a noite rolar e no meio do caminho a gente decide o melhor trajeto...
Foi uma noite inteira – reto anal...
A madrugada gemia tão lânguida que apenas ouviam-se os sussurros suados dos corpos, sobre a cama que registrava uma noite e meia.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Um Anjo
Era bem cedinho, antes do sol dar a face para o mar beijar. Eu caminhava tão leve sobre a areia macia daquela praia de inúmeras dunas, observando toda a experiência visual que o mar me oferecia naquele momento. Que maravilha – eu pensava. Sentia até vontade de “cair”, ou melhor, pegar ondas, mas o que eu queria mesmo era “ver” um anjo.
Seguido alguns passos à frente, me pus a sentar um pouco – sobre um montinho de areia que fizera para que pudesse refletir confortavelmente de frente aquela imensidão de paraíso infinito. Sentado, comecei a contemplar a natureza ao meu redor...Era uma harmonia fantástica! O céu; o oceano; o vento; as ondas, tudo era lindo demais! Daí começara pensar, e por conta disso vieram à tona as lembranças de outrora – um amor passado, ou melhor...Um desamor: “Ela se parecia com o amor, e eu me apaixonei, mas ao fim fora uma ilusão perfeita – frustrei-me” – eu pensando.
E por ter reprisado em mente mesmo por instantes, acabou resultando em lágrimas, aquelas breves lembranças que ainda estão guardadas em mim... Chorei e pedi ao meu anjo para que me ajudasse a caminhar, sempre com amor e também a conseguir tudo que sonhava.
Eu sentia que alguém estava me escutando. Logo comecei a “conversar” com esse alguém. Eu realmente sentia a presença de algo; então contei a essa “pessoa” sobre meus sonhos, tristezas, minhas ideologias...Mil coisas! E conversei mesmo! (sozinho).
Assim que eu me “desliguei” um pouco, avistei uma bela mulher com trajes leves, caminhando e sorrindo sozinha. (já havia amanhecido). Ela era linda! Eu olhava em sua direção e me sentia tão bem. Achava que já a conhecia de algum lugar. Comecei a ficar nervoso, sabe por quê? Por que ela começou a vir em minha direção. Sem saber o que fazer entreguei-me ao sorriso.
Quando chegou onde eu estava – ela, com uma mão na cabeça segurando o chapéu e a outra carregando as sandálias, me perguntou com um leve sorriso:
- Posso me sentar aqui um pouquinho?
É claro que, “deslumbrantemente” respondi:
- Sim!
Eu poderia pensar mil maldades daquela situação, mas não!
Ela tinha um perfume maravilhoso.E com a pele clara mais os longos cabelos ruivos, ela começou:
- Isso tudo é tão belo, não é?
- É – eu respondia.
- E o que vê?
- Bem...Vejo o mar, as ilhas, o céu, as ondas, a areia...
- E o que mais?
- Acho que só.
Ela me tratou de tal maneira...E falou comigo como se conhecesse há anos, eu idem.
Seguidamente ela dizia:
- Pois temos uma nova lição, meu velho amigo. Jamais limite sua visão. Faça dessas coisas que te deslumbram, o seu mundo.
Um mundo, onde tudo pode ser “perfeito”, com amor e paz...
...Veja todas as coisas com a pureza do seu coração e terás um novo mundo... Um mundo não menos real em face ao das outras pessoas. Porém, um...Cheio de amor e sonhos a serem realizados.
É por isso que sempre digo: “nenhum lugar irá te revelar a verdade. Você poderá está em todos, no entanto, você só encontrará em si mesmo”.
- Você é um “anjo”? – Perguntei.
Ela deu um leve sorriso e, dizia:
- Nossa! Eu pareço?
Em seguida segurou-me a mão e disse:
- Muito obrigada!
Depois se levantou e sentou-se de frente a mim. Nesse momento segurava as minhas mãos para me revelar:
- Eros...Agora é o momento! (eu pensei que ia morrer).
“Calma, você não vai morrer agora!” – Dizia ironicamente. (continuei cismado do mesmo jeito).
E assim ela continuava...
- Lembra de todos aqueles seus pensamentos? Não os alimente mais, pensando a todo o momento. Dê uma chance a você mesmo...Dê apenas uma chance para a força de seus sonhos.
Alimente seus sonhos e objetivos, sempre com disciplina, otimismo e coragem. E continue com seus escritos. Além de você mesmo, muitos irão te agradecer...
...Guarde essas palavras com você, Eros.
Nesse momento ela se levantava e olhando para o céu, proferia:
- Eros, não se preocupe com as pessoas, ou até mesmo se prenda a elas – a dor reside no apego. Nós aqui, o admiramos muito assim do jeito que és...Detalhe: tem muita gente a sua volta que acha o mesmo, pode acreditar em mim...
E completando, ela dizia tão suave:
- “Qualquer dia iremos nos encontrar...”.
Nossa! Essas palavras soaram aos meus ouvidos como algo tão essencial, mas que ao mesmo tempo me assustava. Nunca tinha tido uma experiência como aquela antes, fora obra de Deus, ele ouviu meu pedido.
E assim, ela virou-se e começou a andar...De repente olhou pra trás e voltou numa corridinha breve, até onde eu estava e disse-me:
- Ah! Volte a tocar o seu violão para as estrelas. Eu e seus amigos lá em cima adoramos, e estaremos sempre perto para ouvi-lo. – Ela dizia essas palavras com uma voz de veludo e um olhar encantador que parecia se referir a outras coisas, também.
Deu-me as costas e finalmente se pôs a caminhar – fora embora...
“Eu e seus amigos lá em cima...”. Ah! Essa frase não saiu da minha cabeça. Ela realmente era um anjo. Até hoje me lembro e choro com tamanha saudade.
Parece que eu já a conhecia...
Em um sonho ela voltou e disse: “Eros, não precisa ficar com essa saudade que te sufoca e o deixa em prantos, eu estou em carne e osso também, bem próximo a você. Talvez você saiba quem é... E brevemente você terá certeza!”.
Mas mesmo assim, ainda sinto saudades...
Seguido alguns passos à frente, me pus a sentar um pouco – sobre um montinho de areia que fizera para que pudesse refletir confortavelmente de frente aquela imensidão de paraíso infinito. Sentado, comecei a contemplar a natureza ao meu redor...Era uma harmonia fantástica! O céu; o oceano; o vento; as ondas, tudo era lindo demais! Daí começara pensar, e por conta disso vieram à tona as lembranças de outrora – um amor passado, ou melhor...Um desamor: “Ela se parecia com o amor, e eu me apaixonei, mas ao fim fora uma ilusão perfeita – frustrei-me” – eu pensando.
E por ter reprisado em mente mesmo por instantes, acabou resultando em lágrimas, aquelas breves lembranças que ainda estão guardadas em mim... Chorei e pedi ao meu anjo para que me ajudasse a caminhar, sempre com amor e também a conseguir tudo que sonhava.
Eu sentia que alguém estava me escutando. Logo comecei a “conversar” com esse alguém. Eu realmente sentia a presença de algo; então contei a essa “pessoa” sobre meus sonhos, tristezas, minhas ideologias...Mil coisas! E conversei mesmo! (sozinho).
Assim que eu me “desliguei” um pouco, avistei uma bela mulher com trajes leves, caminhando e sorrindo sozinha. (já havia amanhecido). Ela era linda! Eu olhava em sua direção e me sentia tão bem. Achava que já a conhecia de algum lugar. Comecei a ficar nervoso, sabe por quê? Por que ela começou a vir em minha direção. Sem saber o que fazer entreguei-me ao sorriso.
Quando chegou onde eu estava – ela, com uma mão na cabeça segurando o chapéu e a outra carregando as sandálias, me perguntou com um leve sorriso:
- Posso me sentar aqui um pouquinho?
É claro que, “deslumbrantemente” respondi:
- Sim!
Eu poderia pensar mil maldades daquela situação, mas não!
Ela tinha um perfume maravilhoso.E com a pele clara mais os longos cabelos ruivos, ela começou:
- Isso tudo é tão belo, não é?
- É – eu respondia.
- E o que vê?
- Bem...Vejo o mar, as ilhas, o céu, as ondas, a areia...
- E o que mais?
- Acho que só.
Ela me tratou de tal maneira...E falou comigo como se conhecesse há anos, eu idem.
Seguidamente ela dizia:
- Pois temos uma nova lição, meu velho amigo. Jamais limite sua visão. Faça dessas coisas que te deslumbram, o seu mundo.
Um mundo, onde tudo pode ser “perfeito”, com amor e paz...
...Veja todas as coisas com a pureza do seu coração e terás um novo mundo... Um mundo não menos real em face ao das outras pessoas. Porém, um...Cheio de amor e sonhos a serem realizados.
É por isso que sempre digo: “nenhum lugar irá te revelar a verdade. Você poderá está em todos, no entanto, você só encontrará em si mesmo”.
- Você é um “anjo”? – Perguntei.
Ela deu um leve sorriso e, dizia:
- Nossa! Eu pareço?
Em seguida segurou-me a mão e disse:
- Muito obrigada!
Depois se levantou e sentou-se de frente a mim. Nesse momento segurava as minhas mãos para me revelar:
- Eros...Agora é o momento! (eu pensei que ia morrer).
“Calma, você não vai morrer agora!” – Dizia ironicamente. (continuei cismado do mesmo jeito).
E assim ela continuava...
- Lembra de todos aqueles seus pensamentos? Não os alimente mais, pensando a todo o momento. Dê uma chance a você mesmo...Dê apenas uma chance para a força de seus sonhos.
Alimente seus sonhos e objetivos, sempre com disciplina, otimismo e coragem. E continue com seus escritos. Além de você mesmo, muitos irão te agradecer...
...Guarde essas palavras com você, Eros.
Nesse momento ela se levantava e olhando para o céu, proferia:
- Eros, não se preocupe com as pessoas, ou até mesmo se prenda a elas – a dor reside no apego. Nós aqui, o admiramos muito assim do jeito que és...Detalhe: tem muita gente a sua volta que acha o mesmo, pode acreditar em mim...
E completando, ela dizia tão suave:
- “Qualquer dia iremos nos encontrar...”.
Nossa! Essas palavras soaram aos meus ouvidos como algo tão essencial, mas que ao mesmo tempo me assustava. Nunca tinha tido uma experiência como aquela antes, fora obra de Deus, ele ouviu meu pedido.
E assim, ela virou-se e começou a andar...De repente olhou pra trás e voltou numa corridinha breve, até onde eu estava e disse-me:
- Ah! Volte a tocar o seu violão para as estrelas. Eu e seus amigos lá em cima adoramos, e estaremos sempre perto para ouvi-lo. – Ela dizia essas palavras com uma voz de veludo e um olhar encantador que parecia se referir a outras coisas, também.
Deu-me as costas e finalmente se pôs a caminhar – fora embora...
“Eu e seus amigos lá em cima...”. Ah! Essa frase não saiu da minha cabeça. Ela realmente era um anjo. Até hoje me lembro e choro com tamanha saudade.
Parece que eu já a conhecia...
Em um sonho ela voltou e disse: “Eros, não precisa ficar com essa saudade que te sufoca e o deixa em prantos, eu estou em carne e osso também, bem próximo a você. Talvez você saiba quem é... E brevemente você terá certeza!”.
Mas mesmo assim, ainda sinto saudades...
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Uma fantasia ousada
Oito horas da noite numa quarta feira calorosa, isso no ano de dois mil e dois. Eu e uma certa Ex-namorada estávamos sentados num banquinho sem vergonha, que não era nada confortável.Dava apenas pra três pessoas. Ele ficava debaixo da árvore em frente ao nosso portão. E essa árvore fazia uma certa sombra, que era um tanto sugestiva para o momento.
A rua onde morávamos era sem saída, só havia um lado para entrar nela e no fim dessa ruela, ficava a nossa calçada.
E lá sentados ficamos por alguns minutos...
Quando ela pra quebrar o silêncio, disse:
– Amor, quero chupar!
Eu:
– Quê! Nossa hein, você está me saindo uma verdadeira safadinha. – Dizia isso com certa maldade.
Ainda bem que era tudo escuro ali, víamos todo mundo que passava, mas ninguém nos via. Então eu permitia a vontade dela.
– Vai, cai de boca!
Ela caía cheia de vontade, sugando tão forte que eu passava mal de tanto prazer, chegando até apertar as pernas de tesão. E com o passar do tempo, ela foi se tornando uma profissional nisso. Parecia uma vagabunda experiente, ia até o fim, colocando de maneira silenciosa a criança todinha na garganta. E depois fazia um pompoar dos deuses, que tradicionalmente era feito com a vulva, mas que nesse momento ela se arriscava com os lábios – um trabalho voraz de sugar, apertar e expulsar.
Logo depois ao levantar a cabeça e limpar a boca que estava estupidamente banhada a mel, de um jeito como se tivesse meditado longamente para me dizer o que pretendia, deitou a cabeça em meu ombro e soprou-me numa orelha:
– Olha, se quiser podemos fazer daquele jeito.
– Que jeito seria esse? – Surpreso eu perguntava.
– Vou te mostra qual é. – Ela completava.
Notei que a modulação de sua voz tinha alterado naquele momento, seus olhos cintilavam no sincronismo de um sorriso cheio de malícia, que despertava em mim a fera adormecida.
– Anda, vem comigo! – Ela.
– Sim, vamos! Eu respondia.
Nem imaginava que era a casa do vizinho onde ela gostaria de fazer gostoso comigo. Isso muito me agradou, mas não pude deixar de lembrar o fato desfavorável de que a porta e as janelas se encontravam acesas, meio que espreitando o que se passava em sua volta. Mas se tratava da casa debaixo, não a casa de cima, que era a do proprietário dos imóveis daquela área. Essa casa debaixo estava vazia e literalmente no escuro.
Receava um pouco aquela maluquice, mas também não podia deixar de dizer que mesmo assim para os meus sentidos, executar uma fantasia na iminência de ser pego, me dava um tesão da porra. Era uma das loucuras amorosas que eu mais gostava – correr o risco.
Invadimos o tal recinto e tomamos como base aquele velho tanque que convivia no frio de um canto escuro: ele presenciou o gemido de uma ousada fantasia.
A rua onde morávamos era sem saída, só havia um lado para entrar nela e no fim dessa ruela, ficava a nossa calçada.
E lá sentados ficamos por alguns minutos...
Quando ela pra quebrar o silêncio, disse:
– Amor, quero chupar!
Eu:
– Quê! Nossa hein, você está me saindo uma verdadeira safadinha. – Dizia isso com certa maldade.
Ainda bem que era tudo escuro ali, víamos todo mundo que passava, mas ninguém nos via. Então eu permitia a vontade dela.
– Vai, cai de boca!
Ela caía cheia de vontade, sugando tão forte que eu passava mal de tanto prazer, chegando até apertar as pernas de tesão. E com o passar do tempo, ela foi se tornando uma profissional nisso. Parecia uma vagabunda experiente, ia até o fim, colocando de maneira silenciosa a criança todinha na garganta. E depois fazia um pompoar dos deuses, que tradicionalmente era feito com a vulva, mas que nesse momento ela se arriscava com os lábios – um trabalho voraz de sugar, apertar e expulsar.
Logo depois ao levantar a cabeça e limpar a boca que estava estupidamente banhada a mel, de um jeito como se tivesse meditado longamente para me dizer o que pretendia, deitou a cabeça em meu ombro e soprou-me numa orelha:
– Olha, se quiser podemos fazer daquele jeito.
– Que jeito seria esse? – Surpreso eu perguntava.
– Vou te mostra qual é. – Ela completava.
Notei que a modulação de sua voz tinha alterado naquele momento, seus olhos cintilavam no sincronismo de um sorriso cheio de malícia, que despertava em mim a fera adormecida.
– Anda, vem comigo! – Ela.
– Sim, vamos! Eu respondia.
Nem imaginava que era a casa do vizinho onde ela gostaria de fazer gostoso comigo. Isso muito me agradou, mas não pude deixar de lembrar o fato desfavorável de que a porta e as janelas se encontravam acesas, meio que espreitando o que se passava em sua volta. Mas se tratava da casa debaixo, não a casa de cima, que era a do proprietário dos imóveis daquela área. Essa casa debaixo estava vazia e literalmente no escuro.
Receava um pouco aquela maluquice, mas também não podia deixar de dizer que mesmo assim para os meus sentidos, executar uma fantasia na iminência de ser pego, me dava um tesão da porra. Era uma das loucuras amorosas que eu mais gostava – correr o risco.
Invadimos o tal recinto e tomamos como base aquele velho tanque que convivia no frio de um canto escuro: ele presenciou o gemido de uma ousada fantasia.
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