Os pensamentos vinham com os ventos dos quatros cantos cardeais...
Foi numa tarde de céu aveludado em tons de laranja e carmim, que eu entreguei a alma do meu sexo, aos balanços dos mares...Além-mares. Como que desejando em ondas dançantes fazer amor até não querer mais...
Minha respiração... Ofegava leve; distante de mim; noutros lugares. Também ritmava junto ao compasso do ir e vir das ondas, que se jogavam aos meus pés, de um jeito a me acariciar sensualmente. Nada além de turbilhões de águas – eu ouvia. Era somente o mar; a maresia e as ondas. E lá estava a beijar-me novamente os pés: sussurros de emoções em forma de sal, água e ar. Imergido nesse morno crepúsculo, num misto de sonhos e desejos eu me entregava às memórias, envolto de um suave torpor. Minha imaginação voava longe,
transpondo o tempo e a saudade de um corpo que marcou. E aos poucos naquela areia macia eu deitava e fechava os olhos, até que dormir...E tive um sonho que jamais esquecerei; foi um sonho sensual. Eu me via dentro de uma casa, da qual eu não conhecia. Estava nu e sentado em um canto do quarto. O assento em que eu me encontrava, era um grande sofá de veludo na cor vermelha com detalhes de flores em alto-relevo. Esse acolchoado lugar de repouso era velado por uma sombra. Isso tudo acontecia no começo da manhã, com um alvorecer tão fresco, que filtrava e jorrava lampejos de luzes entre quatro paredes, bem como fazia circular um suave vento numa ampla cortina de seda, que acompanhava os trilhos que sustentavam as vestes daquela janela, que tinha suas bandas separadas, iguais ao sexo de uma fêmea desvirginada. Não era noite, mas as vozes dela me buscavam no silêncio dos meus pensamentos. Pensares que convinham ao vinho, ao desejo e a sedução. Eu estava profundamente mergulhado nas lembranças, quando de repente vi...
... Ela deitada ali na minha frente, musa e nua, como em pose para um habilidoso pintor traçar em tela seus traços divinos. Tão imóvel; linda e delicada morena de olhos verdes, que repousada ao canto parecia dormir e sonhar. Nela residia um leve sorriso maroto no canto dos lábios entreabertos – eu julgava a personificação do amor presente aos meus olhos.
De bruços ela ocupava toda a transversalidade da cama com seus braços e pernas bem abertas, que sem pudores mostravam as formas sedutoras de seu corpo todo, como uma Deusa – senhora do amor e da sedução. Seus lábios sutilmente desenhados se completavam harmoniosos em concordância com toda aquela extremidade corporal que sua silhueta evidenciava. Tal era o brilho e a vibração daquele corpo despido, que eu me perdia nas curvas, me sentindo seduzido, atraído... Ele me dizia, assim: “possua-me agora com toda força que tiver”. E me atraía... Seduzia desejando a presença de um homem com o peso sobre ela. Sua pele desnuda das costas; da cintura e das nádegas possuíam uma textura aveludada que era demarcada por relevos misteriosos...
Suas coxas firmes e modeladas pela tensão estavam abertas preguiçosamente, deixando externar em minha frente, uma acolchoada vulva recoberta por um fino e delicado buço. Entreaberta, lá estava ela... A cavidade ondular do amor. Estava em repouso, vermelha e úmida sobreposta à outra cavidade que se movimentava silenciosamente com o respirar. Por fim minhas mãos tomavam cadentes, aquele corpo...
... Os inúmeros fios que acompanhavam toda extensão daquela silhueta...Arrepiavam-se ao dedilhar de mãos extremamente habilidosas, revelando mistérios nunca antes explorados...
sábado, 23 de janeiro de 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Rosa de Vênus
Rosada como a rosa.
Uma rosa que desabrocha.
Desabrochada rosa avermelhada.
Avermelhada bochecha corada.
Corada tez cheirosa.
Cheirosa pétala assanhada.
Assanhada, fofa e molhada.
Molhada, ardilosa e malhada.
Malhada, encantada e suada.
Eis, ela...Bela, viciosa beleza convexa.
Concavidade ondular a espera.
De um médio...Um anular.
Flexível anel...Sempre
Aguardando o mel
O membro...A glande.
Uma estocada vetorial!
Uma rosa que desabrocha.
Desabrochada rosa avermelhada.
Avermelhada bochecha corada.
Corada tez cheirosa.
Cheirosa pétala assanhada.
Assanhada, fofa e molhada.
Molhada, ardilosa e malhada.
Malhada, encantada e suada.
Eis, ela...Bela, viciosa beleza convexa.
Concavidade ondular a espera.
De um médio...Um anular.
Flexível anel...Sempre
Aguardando o mel
O membro...A glande.
Uma estocada vetorial!
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
EntreCoxas
Às quatro horas da tarde, eu me despedia do trabalho, chegando em casa por volta das cinco e meia. Ao chegar...abri a porta da sala e vi Julia debruçada sobre o parapeito da janela, apreciando o movimento que lá fora acontecia. Ela estava tão linda; com um vestido longo que realçava os contornos do corpo. Isso de certa forma revestia meus instintos de uma inquietante possibilidade. Imaginava que também pra ela, visto como brincava prazerosamente com o traseiro oval, o deixando de uma maneira empinada, tal como se fosse receber o meu desejo. Em seguida flexionava uma perna; ora outra, e mantendo-a colada à coxa durante o tempo que lhe agradava, para depois deixá-la deslizar numa queda lenta e sensual. Fez isso várias vezes, ao ponto de deixar-me cheio de tesão - uma vontade forte de consumir, que até deixava minha dureza de uma forma que parecia rasgar a jeans. E não resistindo à tentação que excitava os meus sentidos, sem que ela percebesse, rastejei-me da entrada da sala, como se fosse um soldado em guerra, até ficar entre as pernas. Fiquei de costas, frente a vulva vestida de vermelho; ornamentada por rendas que instigavam a minha brincadeira mais gostosa. Já posto ao ataque, cuidadosamente tomei como partida um calcanhar e dali mesmo evoluía ao joelho; depois a parte interna da coxa, para que de um modo suave pudesse com a ajuda dos dedos - médio e indicador - brincar nos grandes lábios, avançando impavidamente entre os fios pubianos, até ganhar as profundidades daquele sexo. E enquanto minha mão esquerda apalpava o bumbum, a outra - a sinistra, procurava nela os refolhos da alma. Brincava e me deliciava em fazê-la produzir sumo; isto é, encaixava minha cabeça entre suas coxas para receber sua pronta e silenciosa colaboração. Ao perceber que as minhas intenções eram as de sugar, morder e lambuzar a língua numa sucção, Julia afastava as pernas o mais que podia, para que eu conseguisse alcançar finalmente o ponto de colar a boca em sua menina: lisa, assanhada e molhadinha. Fiquei por um bom tempo com a cara metida entre aquela beleza convexa, fazendo o que um macho faz; trabalhando voraz com a ponta da língua; uma linguada nervosa entre os lados iguais... E com as polpas dos dentes, pude sentir que ela gemia em silêncio.
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