Gosto das formas; das curvas lineares
Da cor da derme; da pele e do desejo momentâneo de ter
Dos prazeres dela – da carne: que me eleva aos ares
Das emoções paralelas ao gozo, precedente o mexer
Adoro teu corpo e tudo o mais nele
Do sabor adocicado, dos limites inexplorados
De cada canto; cada entranha...Extremo êxtase
De me perder na silhueta: em seus estados arrepiados
Ah! Como gosto do seu corpo – do que ele faz
Do que me traz...Sobre mim, estirado se desfaz
Beijado, tocado...Essencialmente desenhado
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Doce Imaginário
Ela chupava o picolé...
De tal forma – Carente, ao passo de lenta boca...
Fazia-se irrefletida ao pé...Do picolé.
A língua impulsiva e afobada...
Da base, ascendia gulosa ao pico avermelhado com fulgor.
Semi-entrado instigante começo...
Que não mais pela metade, já preenchia ao fundo meloso...
Como que acrescido macro volumoso.
Findar no céu da boca o desejo derretido...
Esfazia-se na mente o fictício boqueado sobre a glande.
De tal forma – Carente, ao passo de lenta boca...
Fazia-se irrefletida ao pé...Do picolé.
A língua impulsiva e afobada...
Da base, ascendia gulosa ao pico avermelhado com fulgor.
Semi-entrado instigante começo...
Que não mais pela metade, já preenchia ao fundo meloso...
Como que acrescido macro volumoso.
Findar no céu da boca o desejo derretido...
Esfazia-se na mente o fictício boqueado sobre a glande.
sábado, 23 de janeiro de 2010
Devaneios
Os pensamentos vinham com os ventos dos quatros cantos cardeais...
Foi numa tarde de céu aveludado em tons de laranja e carmim, que eu entreguei a alma do meu sexo, aos balanços dos mares...Além-mares. Como que desejando em ondas dançantes fazer amor até não querer mais...
Minha respiração... Ofegava leve; distante de mim; noutros lugares. Também ritmava junto ao compasso do ir e vir das ondas, que se jogavam aos meus pés, de um jeito a me acariciar sensualmente. Nada além de turbilhões de águas – eu ouvia. Era somente o mar; a maresia e as ondas. E lá estava a beijar-me novamente os pés: sussurros de emoções em forma de sal, água e ar. Imergido nesse morno crepúsculo, num misto de sonhos e desejos eu me entregava às memórias, envolto de um suave torpor. Minha imaginação voava longe,
transpondo o tempo e a saudade de um corpo que marcou. E aos poucos naquela areia macia eu deitava e fechava os olhos, até que dormir...E tive um sonho que jamais esquecerei; foi um sonho sensual. Eu me via dentro de uma casa, da qual eu não conhecia. Estava nu e sentado em um canto do quarto. O assento em que eu me encontrava, era um grande sofá de veludo na cor vermelha com detalhes de flores em alto-relevo. Esse acolchoado lugar de repouso era velado por uma sombra. Isso tudo acontecia no começo da manhã, com um alvorecer tão fresco, que filtrava e jorrava lampejos de luzes entre quatro paredes, bem como fazia circular um suave vento numa ampla cortina de seda, que acompanhava os trilhos que sustentavam as vestes daquela janela, que tinha suas bandas separadas, iguais ao sexo de uma fêmea desvirginada. Não era noite, mas as vozes dela me buscavam no silêncio dos meus pensamentos. Pensares que convinham ao vinho, ao desejo e a sedução. Eu estava profundamente mergulhado nas lembranças, quando de repente vi...
... Ela deitada ali na minha frente, musa e nua, como em pose para um habilidoso pintor traçar em tela seus traços divinos. Tão imóvel; linda e delicada morena de olhos verdes, que repousada ao canto parecia dormir e sonhar. Nela residia um leve sorriso maroto no canto dos lábios entreabertos – eu julgava a personificação do amor presente aos meus olhos.
De bruços ela ocupava toda a transversalidade da cama com seus braços e pernas bem abertas, que sem pudores mostravam as formas sedutoras de seu corpo todo, como uma Deusa – senhora do amor e da sedução. Seus lábios sutilmente desenhados se completavam harmoniosos em concordância com toda aquela extremidade corporal que sua silhueta evidenciava. Tal era o brilho e a vibração daquele corpo despido, que eu me perdia nas curvas, me sentindo seduzido, atraído... Ele me dizia, assim: “possua-me agora com toda força que tiver”. E me atraía... Seduzia desejando a presença de um homem com o peso sobre ela. Sua pele desnuda das costas; da cintura e das nádegas possuíam uma textura aveludada que era demarcada por relevos misteriosos...
Suas coxas firmes e modeladas pela tensão estavam abertas preguiçosamente, deixando externar em minha frente, uma acolchoada vulva recoberta por um fino e delicado buço. Entreaberta, lá estava ela... A cavidade ondular do amor. Estava em repouso, vermelha e úmida sobreposta à outra cavidade que se movimentava silenciosamente com o respirar. Por fim minhas mãos tomavam cadentes, aquele corpo...
... Os inúmeros fios que acompanhavam toda extensão daquela silhueta...Arrepiavam-se ao dedilhar de mãos extremamente habilidosas, revelando mistérios nunca antes explorados...
Foi numa tarde de céu aveludado em tons de laranja e carmim, que eu entreguei a alma do meu sexo, aos balanços dos mares...Além-mares. Como que desejando em ondas dançantes fazer amor até não querer mais...
Minha respiração... Ofegava leve; distante de mim; noutros lugares. Também ritmava junto ao compasso do ir e vir das ondas, que se jogavam aos meus pés, de um jeito a me acariciar sensualmente. Nada além de turbilhões de águas – eu ouvia. Era somente o mar; a maresia e as ondas. E lá estava a beijar-me novamente os pés: sussurros de emoções em forma de sal, água e ar. Imergido nesse morno crepúsculo, num misto de sonhos e desejos eu me entregava às memórias, envolto de um suave torpor. Minha imaginação voava longe,
transpondo o tempo e a saudade de um corpo que marcou. E aos poucos naquela areia macia eu deitava e fechava os olhos, até que dormir...E tive um sonho que jamais esquecerei; foi um sonho sensual. Eu me via dentro de uma casa, da qual eu não conhecia. Estava nu e sentado em um canto do quarto. O assento em que eu me encontrava, era um grande sofá de veludo na cor vermelha com detalhes de flores em alto-relevo. Esse acolchoado lugar de repouso era velado por uma sombra. Isso tudo acontecia no começo da manhã, com um alvorecer tão fresco, que filtrava e jorrava lampejos de luzes entre quatro paredes, bem como fazia circular um suave vento numa ampla cortina de seda, que acompanhava os trilhos que sustentavam as vestes daquela janela, que tinha suas bandas separadas, iguais ao sexo de uma fêmea desvirginada. Não era noite, mas as vozes dela me buscavam no silêncio dos meus pensamentos. Pensares que convinham ao vinho, ao desejo e a sedução. Eu estava profundamente mergulhado nas lembranças, quando de repente vi...
... Ela deitada ali na minha frente, musa e nua, como em pose para um habilidoso pintor traçar em tela seus traços divinos. Tão imóvel; linda e delicada morena de olhos verdes, que repousada ao canto parecia dormir e sonhar. Nela residia um leve sorriso maroto no canto dos lábios entreabertos – eu julgava a personificação do amor presente aos meus olhos.
De bruços ela ocupava toda a transversalidade da cama com seus braços e pernas bem abertas, que sem pudores mostravam as formas sedutoras de seu corpo todo, como uma Deusa – senhora do amor e da sedução. Seus lábios sutilmente desenhados se completavam harmoniosos em concordância com toda aquela extremidade corporal que sua silhueta evidenciava. Tal era o brilho e a vibração daquele corpo despido, que eu me perdia nas curvas, me sentindo seduzido, atraído... Ele me dizia, assim: “possua-me agora com toda força que tiver”. E me atraía... Seduzia desejando a presença de um homem com o peso sobre ela. Sua pele desnuda das costas; da cintura e das nádegas possuíam uma textura aveludada que era demarcada por relevos misteriosos...
Suas coxas firmes e modeladas pela tensão estavam abertas preguiçosamente, deixando externar em minha frente, uma acolchoada vulva recoberta por um fino e delicado buço. Entreaberta, lá estava ela... A cavidade ondular do amor. Estava em repouso, vermelha e úmida sobreposta à outra cavidade que se movimentava silenciosamente com o respirar. Por fim minhas mãos tomavam cadentes, aquele corpo...
... Os inúmeros fios que acompanhavam toda extensão daquela silhueta...Arrepiavam-se ao dedilhar de mãos extremamente habilidosas, revelando mistérios nunca antes explorados...
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Rosa de Vênus
Rosada como a rosa.
Uma rosa que desabrocha.
Desabrochada rosa avermelhada.
Avermelhada bochecha corada.
Corada tez cheirosa.
Cheirosa pétala assanhada.
Assanhada, fofa e molhada.
Molhada, ardilosa e malhada.
Malhada, encantada e suada.
Eis, ela...Bela, viciosa beleza convexa.
Concavidade ondular a espera.
De um médio...Um anular.
Flexível anel...Sempre
Aguardando o mel
O membro...A glande.
Uma estocada vetorial!
Uma rosa que desabrocha.
Desabrochada rosa avermelhada.
Avermelhada bochecha corada.
Corada tez cheirosa.
Cheirosa pétala assanhada.
Assanhada, fofa e molhada.
Molhada, ardilosa e malhada.
Malhada, encantada e suada.
Eis, ela...Bela, viciosa beleza convexa.
Concavidade ondular a espera.
De um médio...Um anular.
Flexível anel...Sempre
Aguardando o mel
O membro...A glande.
Uma estocada vetorial!
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
EntreCoxas
Às quatro horas da tarde, eu me despedia do trabalho, chegando em casa por volta das cinco e meia. Ao chegar...abri a porta da sala e vi Julia debruçada sobre o parapeito da janela, apreciando o movimento que lá fora acontecia. Ela estava tão linda; com um vestido longo que realçava os contornos do corpo. Isso de certa forma revestia meus instintos de uma inquietante possibilidade. Imaginava que também pra ela, visto como brincava prazerosamente com o traseiro oval, o deixando de uma maneira empinada, tal como se fosse receber o meu desejo. Em seguida flexionava uma perna; ora outra, e mantendo-a colada à coxa durante o tempo que lhe agradava, para depois deixá-la deslizar numa queda lenta e sensual. Fez isso várias vezes, ao ponto de deixar-me cheio de tesão - uma vontade forte de consumir, que até deixava minha dureza de uma forma que parecia rasgar a jeans. E não resistindo à tentação que excitava os meus sentidos, sem que ela percebesse, rastejei-me da entrada da sala, como se fosse um soldado em guerra, até ficar entre as pernas. Fiquei de costas, frente a vulva vestida de vermelho; ornamentada por rendas que instigavam a minha brincadeira mais gostosa. Já posto ao ataque, cuidadosamente tomei como partida um calcanhar e dali mesmo evoluía ao joelho; depois a parte interna da coxa, para que de um modo suave pudesse com a ajuda dos dedos - médio e indicador - brincar nos grandes lábios, avançando impavidamente entre os fios pubianos, até ganhar as profundidades daquele sexo. E enquanto minha mão esquerda apalpava o bumbum, a outra - a sinistra, procurava nela os refolhos da alma. Brincava e me deliciava em fazê-la produzir sumo; isto é, encaixava minha cabeça entre suas coxas para receber sua pronta e silenciosa colaboração. Ao perceber que as minhas intenções eram as de sugar, morder e lambuzar a língua numa sucção, Julia afastava as pernas o mais que podia, para que eu conseguisse alcançar finalmente o ponto de colar a boca em sua menina: lisa, assanhada e molhadinha. Fiquei por um bom tempo com a cara metida entre aquela beleza convexa, fazendo o que um macho faz; trabalhando voraz com a ponta da língua; uma linguada nervosa entre os lados iguais... E com as polpas dos dentes, pude sentir que ela gemia em silêncio.
DEIXE UM COMENTÁRIO EM UM DE NOSSOS TEXTOS. SUA PARTICIPAÇÃO É FUNDAMENTAL!
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Bella Donna
Um sedã preto foi o lugar de um amor e duma história sensual. Um breve momento que certamente marcaria. Dele nascera o estrelar primoroso do desejo consumado entre duas gerações distintas. Diria ser um curioso caso, como no filme: "O Curioso Caso de Benjamin Button. Ela, uma mulher madura - quatro ponto quatro, de traços finos e de uma beleza sutilmente angelical, e ele um sujeitinho curioso e bem articulado - nada fiel ao seu tempo cronológico. Era um jovem de vinte poucos anos, muito evoluído para a idade que tinha, mas enfim, era um caso a parte; um caso raro e interessante. Esse menino já não era mais um guri, e sim um homem que despertava admiração pelo jeito com que conduzia as coisas; o sentimento; as emoções; quase tudo. E não foi diferente com ela. Ele a despertou para uma curiosidade latente e um fascínio indiscritível. Sentados nos bancos do New Civic, confortávelmente à vontade, conversam sobre como tinha sido maravilhoso o que fizeram juntos até o presente momento, e que esperava poder ter momentos tão bons quanto aqueles. Dissera também, que nenhum homem antes tinha tocado e acariciado suas mãos de tal maneira gostosa. Foram carícias que a deixava num estado de arrepio total. Esse carro possuía vidros filmados ; tão escuros, que de fora ninguém via se habitava gestos ou movimentos. Isso de certa forma os deixavam mais tranquilos, visto que eles se encontravam numa das vagas do estacionamento do Botafogo Praia shopping, como que sequestrados um pelo outro.
– Isso não pode está acontecendo. Não deviamos está aqui, e agindo dessa maneira irresponsável - Ela desconcertada dizia. Mas era um não querer, querendo; quase um charme. E de um modo bem sugestivo, Eros lhe soprava uma orelha e dizia em tom suado, bem baxinho:
– Se permita e deixe acontecer o que te arrebata o íntimo. Sinta o momento...E logo notará suas sensações conduzindo teu corpo de forma mágica.
– Ah, Eros! Quanta sede; quanta fome de você eu tenho agora.
– Está com fome, é? - ele perguntava, estando com o nariz entre seus cabelos longos e perfumados.
- Muita...Muita fome de você! - Ela afirmava sentir. Então Eros tornava a falar:
- Dize o que sente, vai; diga pra mim seus desejos e o que queres de meus atos.
Ele falava dessa maneira em seu ouvido, tão devagar que produzia nela uma sensação divina.
– Ahr! Como você é... É irresistível. Que vontade é essa?! - Ela soltava isso com certa dificuldade. O torpor era tanto; que as vezes languia a cabeça de lado. E continuava - ele - a impor seu ritmo sensual sobre ela; entre as coxas, roçando e apertando; Ora nos joelhos; ora acima. Até que se metia lá...Segurando; enchendo a palma para poder sentir a carne; e sentiu que era realmente carnuda. Os toques foram de uma perfeita precisão, que causou nela um frison daqueles... Fazendo travar as pernas para que ele não a tocasse; e nem tentasse os dedos.
Nesse ponto ela não respondia somente com movimentos de abrir; apertar e afrouxar, mas também com sensações quase silenciosas, que convidavam aquele homem a um banquete divinal.
- Você é maravilhoso, Sabia?! - Ela dizia com muito sabor, enquanto ele em silêncio beijava a extensão de seu pescoço, passeando a lingua num sobe e desce, até ganhar a orelha. E depois descia lenta com fim na boca, de modo a calar seu corpo por inteiro. E de olhos cerrados ela enlouquecia de prazer, novamente comprimindo abaixo o sexo que já se mostrava melado. Quanto mais notava - Eros - a sua languidez, mais corria a língua naquele corpo.
– Ah! Como consegui(...)? – Ela perguntava já cansada; e suada; suadinha.
– É uma questão de sensibilidade, e de como e quando fazer.
- Realmente você é do poder - confirmava a Bella Donna. E continuando ainda, ela: - Estou sem palavras para definir o que sinto.
- Não perca tempo tentando achar uma definição; apenas sinta!- Respondia em seguida, o homem cujo o nome era o de um Deus; Deus do Amor.E completando, ele ainda dizia:
- Todas as emoções e sensações que causo em ti, não sou eu que as causo, e sim a essência em mim causa as excitações. De mim mesmo eu nada posso fazer, senão ser a causa de todo o efeito.
Essas palavras todas foram ditas ao pé do ouvido, de um jeito que revelava certas impressões - que ela não fazia idéia da magnitude.
Foi quase uma confissão de um sedutor. Ele conseguiu atingir aquela alma, a fazendo ceder aos caprichos que vislumbrava. E de volta ao paraíso deixava-se cair sobre as curvas de seus seios, que se mantinham acessos entre uma sensação e outra. Era a boca presente lá... marcando território. Tão logo e repentino, ele enchia a mão no decote. Arrancava furiosamente uma das alças da blusa, junto com o sutiã, desprezando de lado para poder com seus lábios sugar as pontas dos mamilos.
– Isso! Ai, como adoro isso. Assim, vai...Continue, Eros! E ele chupava frenéticamente...
Decorrido alguns segundos ao fato da boca, ele tentava outra investida. Uma das mãos já alcançava o meio das pernas [ e que pernas...].
E num solavanco a puxava do banco ao colo, para que delicadamente pudesse colocar sua peça íntima encostada na virilha, e com o auxílio de dois dedos, achar o paraíso. Foi assim que ele vestiu a clava e tentara seu delido. À meio entrada ficou, sentindo apenas cinco centímetros de profundidade.
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– Isso não pode está acontecendo. Não deviamos está aqui, e agindo dessa maneira irresponsável - Ela desconcertada dizia. Mas era um não querer, querendo; quase um charme. E de um modo bem sugestivo, Eros lhe soprava uma orelha e dizia em tom suado, bem baxinho:
– Se permita e deixe acontecer o que te arrebata o íntimo. Sinta o momento...E logo notará suas sensações conduzindo teu corpo de forma mágica.
– Ah, Eros! Quanta sede; quanta fome de você eu tenho agora.
– Está com fome, é? - ele perguntava, estando com o nariz entre seus cabelos longos e perfumados.
- Muita...Muita fome de você! - Ela afirmava sentir. Então Eros tornava a falar:
- Dize o que sente, vai; diga pra mim seus desejos e o que queres de meus atos.
Ele falava dessa maneira em seu ouvido, tão devagar que produzia nela uma sensação divina.
– Ahr! Como você é... É irresistível. Que vontade é essa?! - Ela soltava isso com certa dificuldade. O torpor era tanto; que as vezes languia a cabeça de lado. E continuava - ele - a impor seu ritmo sensual sobre ela; entre as coxas, roçando e apertando; Ora nos joelhos; ora acima. Até que se metia lá...Segurando; enchendo a palma para poder sentir a carne; e sentiu que era realmente carnuda. Os toques foram de uma perfeita precisão, que causou nela um frison daqueles... Fazendo travar as pernas para que ele não a tocasse; e nem tentasse os dedos.
Nesse ponto ela não respondia somente com movimentos de abrir; apertar e afrouxar, mas também com sensações quase silenciosas, que convidavam aquele homem a um banquete divinal.
- Você é maravilhoso, Sabia?! - Ela dizia com muito sabor, enquanto ele em silêncio beijava a extensão de seu pescoço, passeando a lingua num sobe e desce, até ganhar a orelha. E depois descia lenta com fim na boca, de modo a calar seu corpo por inteiro. E de olhos cerrados ela enlouquecia de prazer, novamente comprimindo abaixo o sexo que já se mostrava melado. Quanto mais notava - Eros - a sua languidez, mais corria a língua naquele corpo.
– Ah! Como consegui(...)? – Ela perguntava já cansada; e suada; suadinha.
– É uma questão de sensibilidade, e de como e quando fazer.
- Realmente você é do poder - confirmava a Bella Donna. E continuando ainda, ela: - Estou sem palavras para definir o que sinto.
- Não perca tempo tentando achar uma definição; apenas sinta!- Respondia em seguida, o homem cujo o nome era o de um Deus; Deus do Amor.E completando, ele ainda dizia:
- Todas as emoções e sensações que causo em ti, não sou eu que as causo, e sim a essência em mim causa as excitações. De mim mesmo eu nada posso fazer, senão ser a causa de todo o efeito.
Essas palavras todas foram ditas ao pé do ouvido, de um jeito que revelava certas impressões - que ela não fazia idéia da magnitude.
Foi quase uma confissão de um sedutor. Ele conseguiu atingir aquela alma, a fazendo ceder aos caprichos que vislumbrava. E de volta ao paraíso deixava-se cair sobre as curvas de seus seios, que se mantinham acessos entre uma sensação e outra. Era a boca presente lá... marcando território. Tão logo e repentino, ele enchia a mão no decote. Arrancava furiosamente uma das alças da blusa, junto com o sutiã, desprezando de lado para poder com seus lábios sugar as pontas dos mamilos.
– Isso! Ai, como adoro isso. Assim, vai...Continue, Eros! E ele chupava frenéticamente...
Decorrido alguns segundos ao fato da boca, ele tentava outra investida. Uma das mãos já alcançava o meio das pernas [ e que pernas...].
E num solavanco a puxava do banco ao colo, para que delicadamente pudesse colocar sua peça íntima encostada na virilha, e com o auxílio de dois dedos, achar o paraíso. Foi assim que ele vestiu a clava e tentara seu delido. À meio entrada ficou, sentindo apenas cinco centímetros de profundidade.
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sábado, 16 de janeiro de 2010
A Evangélica
Era uma loira bonita e inteligente; tinha um metro e sessenta e quatro de altura e pesava sessenta e cinco quilos – uma mulher de trinta e dois anos, na fase do auge feminino. Eu costumo dizer que esse é o período onde se tornam mais sedutoras; charmosas, ou melhor, apuradas. E isso tudo, quando somado a uma inteligência refinada, se torna algo fatal – femme fatale. Sabem exatamente como... E, o que fazer. É o perfil que cabe perfeitamente nos meus propósitos, sejam eles sacanas ou não. Ela tinha uma pele macia e livre dos sinais de expressão; também não havia manchas. Parecia ter o rosto de uma boneca. Suas orelhas possuíam contornos que pareciam com os de uma concha. Seus lábios eram como pétalas de rosas; uma rosa na cor salmão, ou pêssego – eu diria. Os cabelos eram longos e tinham uma textura bela; um loiro mel (que não era artificial). Soltos no ar, eles eram soprados levemente pelos ventos que passavam naquele instante, de modo que me fazia pensar, conduzindo-me a certas sensações e desejos. Lorena era o nome dessa mulher, cujos atributos físicos em nada deixavam a desejar. Eu podia notar as formas bem definidas, só pelos contornos de suas vestimentas. Foi à primeira vez que saí com uma evangélica. Não fazia o meu estilo, mas até que gostei da situação. Eu não queria compromisso, apenas uma noite; fazer o que tinha de ser feito e nada mais. Então marcamos um dia para conversarmos um pouco. O lugar onde nos encontramos, era deslumbrante. Uma das praias mais lindas do Rio de Janeiro – o Arpoador. Ficamos bem próximos ao grande destaque daquela praia – A Pedra -, que todos consideravam ser o charme daquele lugar. Sentados num daqueles banquinhos, iniciávamos a nossa conversa, falando sobre as coisas do amor; sobre sexo e alma. E de vento em polpa, íamos evoluindo no assunto e mudando a trajetória de nossas intenções – ela em namorar, e, eu...apenas ”ficar”. Estava tão delicioso ali; o tempo; o cheiro do mar, em especial nós dois. Eu estava tão empolgado com o que dizia, que não pude perceber o quanto ela se aproximava de mim, mas percebia como olhava fixamente para os meus lábios. Quando virei-me – ainda falando -, ela num movimento ligeiro tomava a minha boca com um beijo lasciso. Tal era a pressão, e, a intensidade desse beijo, que imaginei o poder daquela boca noutro lugar. Cheguei a dizer: - Nossa! Se beija tão apertado assim, imagine isso em outra coisa... Deve ser tudo de bom. E completando, finalizava dizendo: - Sabia que o beijo diz muito sobre uma pessoa? E o teu me revela a mulher que há em ti; sei perfeitamente o que me espera, Lorena. Ela apenas sorria; um sorriso diferente – já meio safado, que emitia os sinais que eu esperava, para que pudesse agir à minha maneira. Após algumas palavras, levantamos do banco e demos outro destino a nossa conversa. Um lugar mais confortável, onde pudéssemos ficar mais à vontade. Fomos para o Suíte Vip’s. Lá colocamos pra fora todas as nossas fantasias. No subir das escadas, de surpresa a peguei por trás, segurando-a pela cintura até encostá-la naquilo que a faria feliz por uma noite, de um jeito que fizera esboçar algumas palavras:
– Nossa! Como você é violento...
Mas dizia isso com certo sorriso de lado, o que tudo indicava que ela condescendia com a minha atitude. No fundo eu sabia que se tratava de uma safadinha, mesmo sendo evangélica. Quando chegamos na entrada do quarto, tive outro impulso pervertido. A empurrei contra porta – ainda fechada –, tomando seu pescoço em beijos alucinantes e mordidas ao pé da orelha. Ela ficava louquinha, gemendo e soluçando de prazer. Então dizia:
– Que isso, meu Deus?! Mais um pouco eu gozo aqui mesmo.
Era tanto prazer que sentia naquelas iniciais, que dava o entender de quem não fazia aquilo há tempos. Ela estava de vestido longo, que por sinal era lindo e combinava perfeitamente com o seu corpo. E continuando a investir ferozmente, levantei o vestido e enfiei dois dedos para que pudesse colocar a calcinha de lado. Logo afrouxei meu cinto também, e soltei minha calça, colocando tudo pra fora...Até que adentrei aquele corpo quente e apertado.
– Ai! Assim você acaba comigo. Meu Deus! – Ela deixava no ar essa frase, mas de um jeito lento e suado, quase morrendo; ou quase um desmaio. De tanto citar Deus nos gemidos que fazia, eu cheguei a imaginar: ela vai pedir para que eu a abençoe ricamente [Vai... abençoa! Vai...!]. Abençoei... E continuei a minha missão; colocava tudo com força lá no fundo, até que o plexo encostasse em seus glúteos. Fiquei nesse ir e vir por mais ou menos vinte minutos. E quando saí do estreito caminho, a PALAVRA ainda pulsava forte. Percebendo que não o tinha mais por dentro, ela se ajoelhou, pois ainda queria “A palavra”. Mas dessa vez na boca; entre lábios. Ela sentiu a forte projeção da minha alma no céu da boca.
– Oh, delícia! Que seja feita a vossa vontade, meu senhor! Ela se referia a mim dessa maneira, como se fora o senhor de seus pecados. Terminamos por ali mesmo nossas preliminares.
– Entre! Eu dizia, após abrir a porta da suíte.
– Sim. Vamos...Realmente precisamos entrar. Quero jogar uma água no corpo e conversar um pouco mais contigo.
– Claro! Teremos um bom tempo pra isso. Eu respondia.
Então adentramos o interior daquele quarto...
Ela fora direto para o banho e eu fiquei a esperar na cama. Não demorou muito por lá... Tão-logo já estávamos juntos sobre aquele colchão, estirados e despidos. Voltamos a conversar. E ela me perguntava:
– Então você seduz mulheres e depois se aproveita das fraquezas femininas, é isso? Como se primeiro ganhasse a alma para depois o corpo.
– Não é de mim se aproveitar de uma mulher. Eu apenas dou prazer a elas. – Respondia olhando em seus olhos, ao mesmo tempo em que tão suave dedilhava suas curvas. Corria meus dedos por toda aquela extensão de corpo delgado. E ela sentia os arrepios tomar-te o corpo, de um jeito que não sobrava um só fio deitado. Vi a textura imediata do prazer naquele momento. E continuava a dizer...
– Existem mulheres de finos traços; com uma certa textura de cabelo...E uma curva nas orelhas que se assemelham as de uma concha. Essas mulheres têm dedos com a mesma sensibilidade que suas pernas. As pontas dos dedos são como os pés...E quando tocadas as dobras de seus dedos, é como se passasse às mãos pelos joelhos delas. E na parte superior as dobras dos dedos...é o mesmo que acariciar as coxas. E por fim, o toque na palma da mão...é o ato consumado.
Lorena ouvia isso com muita atenção, e ao mesmo tempo impressionada com as sensações que tinha ao ouvi-las.
Depois dessas palavras, voltamos a fazer amor gostoso. Foi tão bom pra ela , que tenho certeza que ficou marcado para sempre. Ela nunca mais esquecerá que passei por ali...naquele corpo.
– Nossa! Como você é violento...
Mas dizia isso com certo sorriso de lado, o que tudo indicava que ela condescendia com a minha atitude. No fundo eu sabia que se tratava de uma safadinha, mesmo sendo evangélica. Quando chegamos na entrada do quarto, tive outro impulso pervertido. A empurrei contra porta – ainda fechada –, tomando seu pescoço em beijos alucinantes e mordidas ao pé da orelha. Ela ficava louquinha, gemendo e soluçando de prazer. Então dizia:
– Que isso, meu Deus?! Mais um pouco eu gozo aqui mesmo.
Era tanto prazer que sentia naquelas iniciais, que dava o entender de quem não fazia aquilo há tempos. Ela estava de vestido longo, que por sinal era lindo e combinava perfeitamente com o seu corpo. E continuando a investir ferozmente, levantei o vestido e enfiei dois dedos para que pudesse colocar a calcinha de lado. Logo afrouxei meu cinto também, e soltei minha calça, colocando tudo pra fora...Até que adentrei aquele corpo quente e apertado.
– Ai! Assim você acaba comigo. Meu Deus! – Ela deixava no ar essa frase, mas de um jeito lento e suado, quase morrendo; ou quase um desmaio. De tanto citar Deus nos gemidos que fazia, eu cheguei a imaginar: ela vai pedir para que eu a abençoe ricamente [Vai... abençoa! Vai...!]. Abençoei... E continuei a minha missão; colocava tudo com força lá no fundo, até que o plexo encostasse em seus glúteos. Fiquei nesse ir e vir por mais ou menos vinte minutos. E quando saí do estreito caminho, a PALAVRA ainda pulsava forte. Percebendo que não o tinha mais por dentro, ela se ajoelhou, pois ainda queria “A palavra”. Mas dessa vez na boca; entre lábios. Ela sentiu a forte projeção da minha alma no céu da boca.
– Oh, delícia! Que seja feita a vossa vontade, meu senhor! Ela se referia a mim dessa maneira, como se fora o senhor de seus pecados. Terminamos por ali mesmo nossas preliminares.
– Entre! Eu dizia, após abrir a porta da suíte.
– Sim. Vamos...Realmente precisamos entrar. Quero jogar uma água no corpo e conversar um pouco mais contigo.
– Claro! Teremos um bom tempo pra isso. Eu respondia.
Então adentramos o interior daquele quarto...
Ela fora direto para o banho e eu fiquei a esperar na cama. Não demorou muito por lá... Tão-logo já estávamos juntos sobre aquele colchão, estirados e despidos. Voltamos a conversar. E ela me perguntava:
– Então você seduz mulheres e depois se aproveita das fraquezas femininas, é isso? Como se primeiro ganhasse a alma para depois o corpo.
– Não é de mim se aproveitar de uma mulher. Eu apenas dou prazer a elas. – Respondia olhando em seus olhos, ao mesmo tempo em que tão suave dedilhava suas curvas. Corria meus dedos por toda aquela extensão de corpo delgado. E ela sentia os arrepios tomar-te o corpo, de um jeito que não sobrava um só fio deitado. Vi a textura imediata do prazer naquele momento. E continuava a dizer...
– Existem mulheres de finos traços; com uma certa textura de cabelo...E uma curva nas orelhas que se assemelham as de uma concha. Essas mulheres têm dedos com a mesma sensibilidade que suas pernas. As pontas dos dedos são como os pés...E quando tocadas as dobras de seus dedos, é como se passasse às mãos pelos joelhos delas. E na parte superior as dobras dos dedos...é o mesmo que acariciar as coxas. E por fim, o toque na palma da mão...é o ato consumado.
Lorena ouvia isso com muita atenção, e ao mesmo tempo impressionada com as sensações que tinha ao ouvi-las.
Depois dessas palavras, voltamos a fazer amor gostoso. Foi tão bom pra ela , que tenho certeza que ficou marcado para sempre. Ela nunca mais esquecerá que passei por ali...naquele corpo.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Eternamente Amor
O ar estava levemente úmido e enchia os pulmões de uma energia tão pura e vital para o corpo. Esse clima aveludado, casava perfeitamente com a claridade que antecedia o nascer do sol, juntamente com o frescor do oxigênio que animava os traços verdes da paisagem, bem como fertilizava suas cores com um orvalho cristalino.As ruas no aguardo de alguns movimentos – ficavam, porém na aurora, a vida tinha os braços estendidos e o corpo pousado sobre o ninho. Tão belo estava o começo do dia; tão viçoso – era o clima especial para o nascer de grandes romances. O dia conspirava a favor...Para que aflorasse do ventre mundano, amores que fossem para recordar por toda uma vida.
Nenhum aceno a distância; nenhuma respiração sentida. Os movimentos se mantinham em seus lares, estirados sobre suas camas, e, os lábios entreabertos na quieta expectativa de um ósculo; de um contato afetivo que produzisse uma leve sucção, na esperança por um despertar com sabor de beijo.No entanto, lá fora ainda reinava uma harmonia que era perfeita: os cantos dos pássaros eram como uma orquestra bem regida por um maestro...
E um bocejo quebrava o silêncio da manhã, anunciando o despertar de um corpo suavizado ao colchão, que ao precipitar-se em sentido a uma janela retangular, que fazia moldura do céu repleto de cirros, ao mesmo tempo recebia raios caloroso que o sol com muito gosto jorrava em seu interior, rasando escuro adentro.Os olhos finalmente ganhavam vida, ao passo que admiravam o belo raiar...
Eros era o nome desse homem, cujo destino lhe reservava grandes acontecimentos, que no passar dos dias provaria de forma bem intensa as sensações que a vida segredava a ele. Fora para o banho – então, pois daria um passeio pela orla do arpoador, a fim de refletir um pouco – pensar sobre o que tinha vivido há um certo tempo atrás e também, sobre o que faria dali pra frente. Não demorou muito para se arrumar, logo já estava descendo de seu apartamento, que ficava no oitavo andar e numa rua de nome Bartolomeu Mitre. Caminhando pela praia em direção a Pedra, renascia em sua mente a lembrança de um amor que ficou afixado na alma feito tatuagem. Esses pensamentos eram como um filme reprisado – uma repetição que acontecia de forma quase continua. Não o largava, por mais que se esforçasse por isso. Mas já estava tão vivo dentro dele, que não tinha outra opção, senão aceitar a condição de viver com aquilo pelo resto de sua vida.Ele se aproximava daquela pedra, que embelezava aquele mar. E já a caminho de subi-la, parou por um momento e fez uma pergunta pra si mesmo – internamente: Por que vale a pena viver? – Ele se perguntava. Refletiu um pouco antes de tornar a subir. Mas se conteve a uma resposta, porque nem mesmo ele sabia o que dizer. Então continuou a subir, até que por fim chegou ao topo e sentou-se próximo a beira para que pudesse ter uma visão mais ampla. Sentado ali e de pernas cruzadas, começou a conversar no silêncio da sua mente; e as lembranças começavam a surgir, até que uma lágrima caiu...
Foram lembrança tão profundas; uma reprise do que foi nada, dentro dos “nadas” que havia. Levantou-se suavemente e já de pé se aproximou um pouco mais da caída da pedra. Não mais que isso. O sol denunciava dez horas da manhã, isso porque o calor ali começava a ficar mais intenso. De toda a extensão desse mar, em especial morava essa pedra ao canto da praia - o simbolo do Arpoador.
Eros era um homem essencialmente romântico – sua alma era romântica e possuía uma inteligência sentimental impressionante. Sob o céu desse oceano, ele ficava a pensar...Lembrar do que viveu naqueles braços delicados, sobretudo nas sensações que aquele corpo e aqueles lábios lhe proporcionaram. Mas houve muito mais que isso; muito mais que carne e desejo. Foram momentos que o tempo jamais apagaria. Um sentimento que não só subjugou o lado físico, mas que também atingira a alma com todo seu esplendor.E sobre o efeito nostalgico da saudade latente, Eros por alguns instantes, dispersava os braços no ar, como se fosse abraçar aquela imensidão de oceano. E os seus olhos se fechavam tão devagar, ao passo que os ventos o beijavam em silêncio. E, em lenta queda deixava o pescoço inclinar-se para trás. Ele teve a experiência de atingir o ponto máximo do pensamento. Fez uma viagem emocional, de modo que sua mente o conduziu a um estado de espírito superior, causando sensações que até ele mesmo não imaginava poder sentir. Porém foi apenas a saudade de um tempo que não voltará mais...
"...O tempo passou, e com isso pude ter a certeza íntima de que era o maior amante que já existiu. Eu amei tão profundamente o amor com aquela mulher; tão mais do que a mim mesmo. Tal era a intensidade que havia em cada gesto; em cada toque, cada olhar. Eu amei; eu gostei daquele universo feminino, que me inspirava um extremo desejo e ao mesmo tempo um respeito que ia além; muito além das coisas mundanas. Ela não podia reclamar de que não fora feliz comigo – mesmo que por um curto prazo, pois foi desejada como nunca tinha sido antes por qualquer outro homem que já existira em sua vida. Hoje me vejo em outros horizontes e a minha alma, ainda é a mesma de antes. Seguirei amando até o fim, até encontrar o que me faça ver o que antes eu não via..."
Nenhum aceno a distância; nenhuma respiração sentida. Os movimentos se mantinham em seus lares, estirados sobre suas camas, e, os lábios entreabertos na quieta expectativa de um ósculo; de um contato afetivo que produzisse uma leve sucção, na esperança por um despertar com sabor de beijo.No entanto, lá fora ainda reinava uma harmonia que era perfeita: os cantos dos pássaros eram como uma orquestra bem regida por um maestro...
E um bocejo quebrava o silêncio da manhã, anunciando o despertar de um corpo suavizado ao colchão, que ao precipitar-se em sentido a uma janela retangular, que fazia moldura do céu repleto de cirros, ao mesmo tempo recebia raios caloroso que o sol com muito gosto jorrava em seu interior, rasando escuro adentro.Os olhos finalmente ganhavam vida, ao passo que admiravam o belo raiar...
Eros era o nome desse homem, cujo destino lhe reservava grandes acontecimentos, que no passar dos dias provaria de forma bem intensa as sensações que a vida segredava a ele. Fora para o banho – então, pois daria um passeio pela orla do arpoador, a fim de refletir um pouco – pensar sobre o que tinha vivido há um certo tempo atrás e também, sobre o que faria dali pra frente. Não demorou muito para se arrumar, logo já estava descendo de seu apartamento, que ficava no oitavo andar e numa rua de nome Bartolomeu Mitre. Caminhando pela praia em direção a Pedra, renascia em sua mente a lembrança de um amor que ficou afixado na alma feito tatuagem. Esses pensamentos eram como um filme reprisado – uma repetição que acontecia de forma quase continua. Não o largava, por mais que se esforçasse por isso. Mas já estava tão vivo dentro dele, que não tinha outra opção, senão aceitar a condição de viver com aquilo pelo resto de sua vida.Ele se aproximava daquela pedra, que embelezava aquele mar. E já a caminho de subi-la, parou por um momento e fez uma pergunta pra si mesmo – internamente: Por que vale a pena viver? – Ele se perguntava. Refletiu um pouco antes de tornar a subir. Mas se conteve a uma resposta, porque nem mesmo ele sabia o que dizer. Então continuou a subir, até que por fim chegou ao topo e sentou-se próximo a beira para que pudesse ter uma visão mais ampla. Sentado ali e de pernas cruzadas, começou a conversar no silêncio da sua mente; e as lembranças começavam a surgir, até que uma lágrima caiu...
Foram lembrança tão profundas; uma reprise do que foi nada, dentro dos “nadas” que havia. Levantou-se suavemente e já de pé se aproximou um pouco mais da caída da pedra. Não mais que isso. O sol denunciava dez horas da manhã, isso porque o calor ali começava a ficar mais intenso. De toda a extensão desse mar, em especial morava essa pedra ao canto da praia - o simbolo do Arpoador.
Eros era um homem essencialmente romântico – sua alma era romântica e possuía uma inteligência sentimental impressionante. Sob o céu desse oceano, ele ficava a pensar...Lembrar do que viveu naqueles braços delicados, sobretudo nas sensações que aquele corpo e aqueles lábios lhe proporcionaram. Mas houve muito mais que isso; muito mais que carne e desejo. Foram momentos que o tempo jamais apagaria. Um sentimento que não só subjugou o lado físico, mas que também atingira a alma com todo seu esplendor.E sobre o efeito nostalgico da saudade latente, Eros por alguns instantes, dispersava os braços no ar, como se fosse abraçar aquela imensidão de oceano. E os seus olhos se fechavam tão devagar, ao passo que os ventos o beijavam em silêncio. E, em lenta queda deixava o pescoço inclinar-se para trás. Ele teve a experiência de atingir o ponto máximo do pensamento. Fez uma viagem emocional, de modo que sua mente o conduziu a um estado de espírito superior, causando sensações que até ele mesmo não imaginava poder sentir. Porém foi apenas a saudade de um tempo que não voltará mais...
"...O tempo passou, e com isso pude ter a certeza íntima de que era o maior amante que já existiu. Eu amei tão profundamente o amor com aquela mulher; tão mais do que a mim mesmo. Tal era a intensidade que havia em cada gesto; em cada toque, cada olhar. Eu amei; eu gostei daquele universo feminino, que me inspirava um extremo desejo e ao mesmo tempo um respeito que ia além; muito além das coisas mundanas. Ela não podia reclamar de que não fora feliz comigo – mesmo que por um curto prazo, pois foi desejada como nunca tinha sido antes por qualquer outro homem que já existira em sua vida. Hoje me vejo em outros horizontes e a minha alma, ainda é a mesma de antes. Seguirei amando até o fim, até encontrar o que me faça ver o que antes eu não via..."
O Libertino
Aquele sofá...
Grande e fino, pronto para receber o prazer ,e, o repouso. Sentado eu ficara ao lado duma bela dama cujo nome era Vênus – que por sinal era de uma deusa...Deusa do amor. Os traços faciais e a silhueta leve, somados ao seu grupo gestual, em nada deixavam a desejar face à mitológica beleza de Afrodite. Foi encanto à primeira vista. Frente ao fascínio de tamanha beleza estonteante, pousei-me uma das mãos em sua perna de modo a acariciá-la. Ela olhou-me assustada com a tal precipitação do meu impulso pervertido, mas fora por instantes e logo notei que ela aceitava em silêncio a minha atitude estranha. No fundo eu sabia que naquele corpo habitava uma safada enrustida, fingindo ser puritana.E daí continuou meu intento...
– Gostaria de mostrar-lhes o que nunca vira antes. – Eu dizendo, expressei a vontade que tinha.
Então expus aos seus olhares a principal causa efetiva da humanidade. Ela se levantou para me admirar. Tão logo a peguei pela mão, dando-lhe uma consumação artificial. Mas no decorrer da ação, uma abundante emissão de líquido levou-a ao assombro profundo.
– É a palavra – eu disse – a grande criadora da humanidade.
– Que delícia! – Ela gritou, rindo da designação “palavra”.
– Mas eu também – disse Vênus – tenho a palavra, e mostrarei a você.
– Sente-se no meu colo, minha deusa romana, eu lhe pouparei o trabalho de conseguir isso sozinha. Faremos tudo melhor - juntos; muito melhor...
– Acredito em você...Mas como se chama mesmo? Até porque ainda não sei como me referir a sua pessoa.
– Após um leve sorriso – eu dizia: – Pode me chamar de Eros.
– Hum! Seria você um semideus?
– Posso ser tudo o que você quiser. O teu pedido é uma ordem – Respondia com certa languidez.
– Mas enfim, Eros...Voltando ao assunto dantes, eu nunca fiz isso com um homem estranho.
Sem dizer mais nada, perfilei-a em minha frente com os braços ao meu redor, fiz com que ela se sentasse novamente. Então já sentada, enquanto eu explorava os encantos dela com as minhas mãos, a deixava também me tocar o quanto desejasse, até que finalmente molhei as mãos dela com uma segunda emissão de um radical úmido, que ela examinou curiosamente olhando os dedos. Após ela se recompor a sua pureza decente de moça virgem, trocamos mais algumas carícias e seguidamente eu disse que me fizera muito feliz naquele momento.
Grande e fino, pronto para receber o prazer ,e, o repouso. Sentado eu ficara ao lado duma bela dama cujo nome era Vênus – que por sinal era de uma deusa...Deusa do amor. Os traços faciais e a silhueta leve, somados ao seu grupo gestual, em nada deixavam a desejar face à mitológica beleza de Afrodite. Foi encanto à primeira vista. Frente ao fascínio de tamanha beleza estonteante, pousei-me uma das mãos em sua perna de modo a acariciá-la. Ela olhou-me assustada com a tal precipitação do meu impulso pervertido, mas fora por instantes e logo notei que ela aceitava em silêncio a minha atitude estranha. No fundo eu sabia que naquele corpo habitava uma safada enrustida, fingindo ser puritana.E daí continuou meu intento...
– Gostaria de mostrar-lhes o que nunca vira antes. – Eu dizendo, expressei a vontade que tinha.
Então expus aos seus olhares a principal causa efetiva da humanidade. Ela se levantou para me admirar. Tão logo a peguei pela mão, dando-lhe uma consumação artificial. Mas no decorrer da ação, uma abundante emissão de líquido levou-a ao assombro profundo.
– É a palavra – eu disse – a grande criadora da humanidade.
– Que delícia! – Ela gritou, rindo da designação “palavra”.
– Mas eu também – disse Vênus – tenho a palavra, e mostrarei a você.
– Sente-se no meu colo, minha deusa romana, eu lhe pouparei o trabalho de conseguir isso sozinha. Faremos tudo melhor - juntos; muito melhor...
– Acredito em você...Mas como se chama mesmo? Até porque ainda não sei como me referir a sua pessoa.
– Após um leve sorriso – eu dizia: – Pode me chamar de Eros.
– Hum! Seria você um semideus?
– Posso ser tudo o que você quiser. O teu pedido é uma ordem – Respondia com certa languidez.
– Mas enfim, Eros...Voltando ao assunto dantes, eu nunca fiz isso com um homem estranho.
Sem dizer mais nada, perfilei-a em minha frente com os braços ao meu redor, fiz com que ela se sentasse novamente. Então já sentada, enquanto eu explorava os encantos dela com as minhas mãos, a deixava também me tocar o quanto desejasse, até que finalmente molhei as mãos dela com uma segunda emissão de um radical úmido, que ela examinou curiosamente olhando os dedos. Após ela se recompor a sua pureza decente de moça virgem, trocamos mais algumas carícias e seguidamente eu disse que me fizera muito feliz naquele momento.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Fêmea
Mais bela és quando lânguida
Que seja em meu cais vencida assim...
Dar-me o amor que dantes eu não tinha
E dar-te-ei torrentes afagos
Na tua ausência visual – brandos olhos desmaiados
Galgar-me-ei nas raízes do teu sexo casto
Até fazer-te fêmea em mim
Conspícuo gosmar acre na boca, sinto
Quando tu plena, transpira desejo meio amargo
No tépido sabor da língua minha
Que faze o ácido gosto teu, doce
Face ainda ao prepúcio himenal
Vestir-te-ei toda dum véu de saliva – por dentro
Impondo-te um júbilo perenal
Que seja em meu cais vencida assim...
Dar-me o amor que dantes eu não tinha
E dar-te-ei torrentes afagos
Na tua ausência visual – brandos olhos desmaiados
Galgar-me-ei nas raízes do teu sexo casto
Até fazer-te fêmea em mim
Conspícuo gosmar acre na boca, sinto
Quando tu plena, transpira desejo meio amargo
No tépido sabor da língua minha
Que faze o ácido gosto teu, doce
Face ainda ao prepúcio himenal
Vestir-te-ei toda dum véu de saliva – por dentro
Impondo-te um júbilo perenal
domingo, 17 de maio de 2009
Ônus
Dos seios daquela noite, lembro-me apenas de uma coisa inteira, que agora me vem como num sonho: ela me dando as costas e metendo-se coleante e sinuosa entre meus braços, de modo a poder dobrar a cabeça para trás e me oferecer uma boca rasgada e sensual. Fez isso por várias vezes e numa dessas me deixou louco de tesão. Ao manter - ainda - a nuca estacionada em meu ombro direito; por trás eu a envolvia massageando seus frutos: seios que foram belamente esculpidos pelo tempo.
Ela tinha uma das pernas – exatamente a esquerda – apoiada sobre a cama, dando uma leve dobrada...Digamos que em noventa graus, e isso facilitava muito o meu prazer. Devagar e com certo zelo, aquela mulher inclinava o bumbum, fazendo uma leve pressão no moleque, de modo a dar um certo valor ao meu trabalho. Eu sentia a firmeza de suas ancas que comprimiam suavemente minha rigidez. Enquanto ela permanecia ali meio aberta e ainda de pé paralelamente em mim, eu entrava pelo intróito estreito e na passagem apertada era acariciado pelo clitóris até as ondulações mais profundas. Cheguei a tocar algumas vezes o meato uretral, mas escorregava e danado liso batia no prepúcio.Num frêmito, uma de minhas mãos descia cuidadosa até Vênus, na mesma frequência em que tentava outra entrada hasteado. Ela estava colada ao meu corpo e com os olhos semi-fechados – era muito torpor, e eu só ouvia um gemido bem feminino; baixinho: - Ai! Não foi de primeira que consegui ascender na escuridão. Saia dos lábios sob compressão, friccionando a ráfia mediana - que era a linha divisória entre a vulva e o anus - até que por fim atingia o escuro caminho do submundo, lançando minha claridade. Quando me despedia com ardor e trêmulo, podia ver que pingava... Aquele orifício deixava vazar o meu prazer.Era como uma fonte de água pura, despejando suas lágrimas no mais belo manancial.
Ela tinha uma das pernas – exatamente a esquerda – apoiada sobre a cama, dando uma leve dobrada...Digamos que em noventa graus, e isso facilitava muito o meu prazer. Devagar e com certo zelo, aquela mulher inclinava o bumbum, fazendo uma leve pressão no moleque, de modo a dar um certo valor ao meu trabalho. Eu sentia a firmeza de suas ancas que comprimiam suavemente minha rigidez. Enquanto ela permanecia ali meio aberta e ainda de pé paralelamente em mim, eu entrava pelo intróito estreito e na passagem apertada era acariciado pelo clitóris até as ondulações mais profundas. Cheguei a tocar algumas vezes o meato uretral, mas escorregava e danado liso batia no prepúcio.Num frêmito, uma de minhas mãos descia cuidadosa até Vênus, na mesma frequência em que tentava outra entrada hasteado. Ela estava colada ao meu corpo e com os olhos semi-fechados – era muito torpor, e eu só ouvia um gemido bem feminino; baixinho: - Ai! Não foi de primeira que consegui ascender na escuridão. Saia dos lábios sob compressão, friccionando a ráfia mediana - que era a linha divisória entre a vulva e o anus - até que por fim atingia o escuro caminho do submundo, lançando minha claridade. Quando me despedia com ardor e trêmulo, podia ver que pingava... Aquele orifício deixava vazar o meu prazer.Era como uma fonte de água pura, despejando suas lágrimas no mais belo manancial.
sábado, 16 de maio de 2009
Noite Alucinada
Por volta das dezoito horas fui me encontrar com uma amiga, que na verdade se tratava de amizade colorida. Era uma gordinha linda, bem feita de corpo – podemos dizer assim: bem distribuída. Tinha os cabelos loiros – claro que não eram naturais, mas nela até que ficava bem a tonalidade. Também lecionava numa escolinha municipal. Era tão versátil: praticava lutas, tais como Boxe (sua paixão) e Muay Tay, mas com essa última modalidade não foi muito feliz – distendeu a perna. Nosso encontro se deu num barzinho com música ao vivo, chamado de O Barão. Ele fica localizado na rua São Francisco Xavier, uma principal na Tijuca. Nessa localidade tinha mais alguns bares bons, como o Lounge Buxixo, que ao longo do tempo passamos a freqüentar. Sentamos logo numa mesa próxima a entrada e ficamos por um bom tempo conversando,e ao mesmo tempo bebendo: eu me comprazia com Red Bull misturado ao Black Label e ela só na cevada, ficando nessa história até meia noite e tal...E logo depois de pagarmos a conta, tomamos outro trajeto. Ela andava medindo a calçada e como não se agüentava em linha reta, prendia um dos braços em mim, para que eu a guiasse. Também estava meio tonto, confesso. Mas segurava a onda na boa. Passando por um canteiro de plantas que ficava de frente a um prédio, me veio uma idéia pra compensar uma certa vontade. Esse canteiro estava num breu; era uma escuridão total. Logo a puxei para o canto, e com um ímpeto frenético levantei a saia dela. Minhas mãos roçavam aquelas coxas, num movimento pervertido que a deixava louca. A pele era macia e tinha um perfume muito gostoso. Então começou um roçagar de pele e logo me pus a rasar o ventre liso – a língua titilava o ápice do sexo palpitante, enquanto ela ria fingindo esquivar-se. Retorcia o corpo elástico e fugidio num convite cheio de recusas. Logo - também - apalpei os seios túrgidos e dourados. Sentia neles a textura do desejo e uma urgência imediata de prazer. Então num impulso incontrolável, retesou o corpo num gemido crescente e sobre convulsão violenta se entregava ali mesmo de pé. Com um grito rouco de volúpia, fundida ao porre de Whisk em que me encontrava, tinha ficado maravilhado e ao mesmo tempo com certo espanto. Recebi na boca o gosto acre e abundante daquela delícia. Em seguida, ela se lançou ao chão, ficou de joelhos como se estivesse a pagar pecados, mas na verdade pagaria outra coisa...E pagou! Foi extremamente preponderante com os lábios: ordenhava como ninguém. Fez isso por uns cinco minutos, mais ou menos. Ao se levantar esboçava um ar de satisfação ao ter sentido minha projeção no céu da boca. Voltamos a caminhar, ou melhor, tentamos andar. Até porque estava meio complicado, visto que estávamos chapados. Ela ia para um lado, depois para o outro – era um zigue-zague de pé-de-cana mesmo. E continuando nosso intento de chegar a algum lugar, ela me jogou contra um muro chapiscado, e começou a me beijar insanamente [ Imagine um beijo entre dois bêbados ]. Era cômica toda aquela situação, os carros que passavam por nós buzinavam, e alguns até nos mandavam tomar o rumo de um motel qualquer. E prosseguimos...Falando meio mole, ela me pedia para acenar a algum táxi que passasse. Eu acenava...Mas o problema era que o braço não queria levantar. Mas dei um jeito...E o taxi parou.
- Flôr de maio, por favor! - Ela dizia.
Flor de Maio Motel...E lá estávamos.
Já dentro desse ambiente, pegamos uma das mais caras suítes – tinha de tudo lá: sauna, piscina, banheira, pista de dança, cavalo erótico etc. E começou nossa luta...Como nunca tinha saído com ela pra esses lugares e também não a conhecia intimamente, não deixei de colocar meu látex, para que pudesse com segurança efetuar minha missão. Mas não adiantou ( eu já estava com um tesão em plena erupção, não pude me conter), ela numa fome animal e demasiado alucinada, arrancou meu protetor e começou a sugar o cara. Nossa! E que sugada... A partir daquele momento eu passei a ter certeza que ela era profissional naquilo, fazia tanta pressão em cima que eu pensei comigo: vou gamar. Incrivelmente colocava tudo. De modo que ganhava a garganta, e em cada galgada e descida eu delirava de tesão. A menina ficou entre minhas pernas por um tempo indeterminado. Seguidamente a fodástica chupada, a botei de quatro como o pecado gosta e comecei a castigá-la. No indo e vindo, puxava com firmeza seus cabelos longos e isso de certa maneira a fazia pedir mais...Pedia mais ao Cubo³, com uma cara de safada, que ainda não tinha visto igual. Pra variar mudamos o jeito; me estirei na cama horizontalmente para poder sentir o peso dela – que não era levinha, mas a pressão compensava o sacrifício. Dei dois tapas com vontade – nela, precisamente na cara. Ainda estava bêbada. Revidou-me com dois socos; um geb de direita no queixo, outro de esquerda. Fiquei meio bolado com a porrada, mas depois eu curtir na moral. Mesmo tendo curtido os diretos na mandíbula, não significava que eu era um adorador de apanhar. Nunca tive intimidade com masoquismo; e nem queria ter. Já não sentia mais nada naquela altura do campeonato; estava meio dormente [ teve alguns momentos que nem levantava o dito...] por conta das bebidas, que foram muitas. Respondendo aos tapas, comecei a rir daquela cena toda. Que comédia foi aquilo. Em seguida ela me perguntava: – Bom bater, não? E a filha da mãe ria. O mais engraçado de tudo ainda estava por vir. Realmente tínhamos tomado todas. A loira estava tão chapada que via dois caras: eu e um possível fantasma, que era apenas uma visão distorcida da realidade - eram dois de mim. Isso tudo devido ao seu estado de porre. E dando continuidade ao nosso sexo mais que animal, e ela continuou a ver o segundo indíviduo. Insistentemente dizia que tinha mais um outro – que só ela via. Isso a fez imaginar que estava num "ménage a trois", ou seja, transando com mais de um. Dizia assim: – Viu ele? Olha Eros! Olha! E eu perguntava: – O que foi garota? E totalmente sobre o efeito do álcool, teimava em dizer: – Tem outro cara aqui. É sério! E novamente me deu dois boxes. Dessa vez foi querer acertar o outro cara e acabou me acertando.
A noite foi muito boa, apesar de ter sido ímpar ao extremo. O bom dela é que fui feliz, apesar das porradas...
- Flôr de maio, por favor! - Ela dizia.
Flor de Maio Motel...E lá estávamos.
Já dentro desse ambiente, pegamos uma das mais caras suítes – tinha de tudo lá: sauna, piscina, banheira, pista de dança, cavalo erótico etc. E começou nossa luta...Como nunca tinha saído com ela pra esses lugares e também não a conhecia intimamente, não deixei de colocar meu látex, para que pudesse com segurança efetuar minha missão. Mas não adiantou ( eu já estava com um tesão em plena erupção, não pude me conter), ela numa fome animal e demasiado alucinada, arrancou meu protetor e começou a sugar o cara. Nossa! E que sugada... A partir daquele momento eu passei a ter certeza que ela era profissional naquilo, fazia tanta pressão em cima que eu pensei comigo: vou gamar. Incrivelmente colocava tudo. De modo que ganhava a garganta, e em cada galgada e descida eu delirava de tesão. A menina ficou entre minhas pernas por um tempo indeterminado. Seguidamente a fodástica chupada, a botei de quatro como o pecado gosta e comecei a castigá-la. No indo e vindo, puxava com firmeza seus cabelos longos e isso de certa maneira a fazia pedir mais...Pedia mais ao Cubo³, com uma cara de safada, que ainda não tinha visto igual. Pra variar mudamos o jeito; me estirei na cama horizontalmente para poder sentir o peso dela – que não era levinha, mas a pressão compensava o sacrifício. Dei dois tapas com vontade – nela, precisamente na cara. Ainda estava bêbada. Revidou-me com dois socos; um geb de direita no queixo, outro de esquerda. Fiquei meio bolado com a porrada, mas depois eu curtir na moral. Mesmo tendo curtido os diretos na mandíbula, não significava que eu era um adorador de apanhar. Nunca tive intimidade com masoquismo; e nem queria ter. Já não sentia mais nada naquela altura do campeonato; estava meio dormente [ teve alguns momentos que nem levantava o dito...] por conta das bebidas, que foram muitas. Respondendo aos tapas, comecei a rir daquela cena toda. Que comédia foi aquilo. Em seguida ela me perguntava: – Bom bater, não? E a filha da mãe ria. O mais engraçado de tudo ainda estava por vir. Realmente tínhamos tomado todas. A loira estava tão chapada que via dois caras: eu e um possível fantasma, que era apenas uma visão distorcida da realidade - eram dois de mim. Isso tudo devido ao seu estado de porre. E dando continuidade ao nosso sexo mais que animal, e ela continuou a ver o segundo indíviduo. Insistentemente dizia que tinha mais um outro – que só ela via. Isso a fez imaginar que estava num "ménage a trois", ou seja, transando com mais de um. Dizia assim: – Viu ele? Olha Eros! Olha! E eu perguntava: – O que foi garota? E totalmente sobre o efeito do álcool, teimava em dizer: – Tem outro cara aqui. É sério! E novamente me deu dois boxes. Dessa vez foi querer acertar o outro cara e acabou me acertando.
A noite foi muito boa, apesar de ter sido ímpar ao extremo. O bom dela é que fui feliz, apesar das porradas...
Erótica Divina
Numa tarde morna de ventos suaves e bem vagarosos. O céu de extenso azul coral – quase límpido, denunciava tamanha beleza aos olhares. Apollo ainda dava o ar da graça, externando seus últimos suspiros de luzes ao se pôr – ele divinamente matizava com raios de carmim alguns pontos cardeais. Tuas mechas laranjas, ora meio avermelhadas, não estavam sós...Havia pequenos cirros solitários que o vento mui zeloso afinava, os deixando feito esboço facial de um Deus; por vezes parecendo Eros, outras...Zeus. Almas essenciais eram dotadas de uma ótica pura, que ao brincarem de descobrir desenhos em nuvens, acabavam por incitar certas saudades, que elas – lindas brancas e suspensas, pareciam mais algodões em cachos – remetiam a lembranças passadas, amores, quiçá. No azul celestial não moravam nimbos, estratos, tampouco cúmulos. Só existiam riscos finos, que ficavam suspensos e dispersos no aberto horizonte “zeusístico”. Sutilmente eram espalhados pelo ar divinal que aflorava em Vênus – ela assoprava sedutoramente...Até formar ventos Zéfiros. O clima tinha um tom especial; belo arpejo – cântico sensual...Canção bela, animalesca, aveludada e infinitamente perfumada – Olor de rosas brancas dos campos primaverais, tinha. Cupido encantava... Oh!Eros que emana o ardente desejo assimilado.Tal é a erótica corporal, a vontade de tocar a derme no ventre do amor e no almejo passional de possuir além corpo. E nos extremos caminhos de Afrodite, ir do sul ao norte, até umectar os lábios do mundo. O amor entre Eros e Psique desperta calor, langor no deleite que fascina e faz render-se a volúpia do prazer erotizado: vede e senti, vir à vida em parto normal sua cria Voluptas. A personificação grega do amor eleva aos ares, no escopo da alma – a energia que anima a carne tão magnânima e magistral. Cai a noite de Agni, sobre os mares de Poseidon e, é feito cama sob o luar de Ártemis, de modo a iluminar o amor entre os pólos oceânicos...
Foi um sonho de Morfheus que terminou em volúpia suprema, assim revelou-se a unidade que havia.
Foi um sonho de Morfheus que terminou em volúpia suprema, assim revelou-se a unidade que havia.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Frenesi
Ela sentia adentro uma roliça penetração pulsante – pela metade. Do alto vermelho globular, iniciava sua descida fumegante até a raiz do meu sexo e lentamente ascendia de tal maneira apertada. Os grupos gestuais que ela mostrava sincronicamente sobre mim, agregavam uma poética corporal tão sublime e ao mesmo tempo sensual em cada movimento conjunto.
Debaixo da ginga disciplinada que havia, eu ficava na horizontal, afixado no meio daquelas pernas em bifurcação. No sincronismo continuo daquele rebolar, eu provei de uma sensação que me fez ter a certeza íntima que ela estava pronta para aceitar as condições daquela noite. Ela acolheu e agasalhou o que a mantinha extremamente excitada... Ele não sentia frio, mas sim uma leve quentura que vasodilatava e o envolvia todo – era fruto da fricção melada; tanta pressão tinha nos lábios, que minava uma mágica quantidade de sumo.
Era a mulher mais linda e serena que já tocara...Literalmente desnuda e sentada em mim, ainda tinha o prazer ereto no interior. Seus poros não exalavam suor, era só desejo...Eu me arrepiei completamente ao notar que sua cabeça se inclinava para trás numa lenta queda, no compasso que ia – também – acariciando os seios: pareciam dois pêssegos rosáceos – lindos! Minhas mãos se mantinham fiéis naquelas coxas, ao passo que ela fazia o trabalho de libertação.
Eu tive a certeza que o paraíso era mais adiante; e de fato era...Eis o meu viril grito de liberdade!
Debaixo da ginga disciplinada que havia, eu ficava na horizontal, afixado no meio daquelas pernas em bifurcação. No sincronismo continuo daquele rebolar, eu provei de uma sensação que me fez ter a certeza íntima que ela estava pronta para aceitar as condições daquela noite. Ela acolheu e agasalhou o que a mantinha extremamente excitada... Ele não sentia frio, mas sim uma leve quentura que vasodilatava e o envolvia todo – era fruto da fricção melada; tanta pressão tinha nos lábios, que minava uma mágica quantidade de sumo.
Era a mulher mais linda e serena que já tocara...Literalmente desnuda e sentada em mim, ainda tinha o prazer ereto no interior. Seus poros não exalavam suor, era só desejo...Eu me arrepiei completamente ao notar que sua cabeça se inclinava para trás numa lenta queda, no compasso que ia – também – acariciando os seios: pareciam dois pêssegos rosáceos – lindos! Minhas mãos se mantinham fiéis naquelas coxas, ao passo que ela fazia o trabalho de libertação.
Eu tive a certeza que o paraíso era mais adiante; e de fato era...Eis o meu viril grito de liberdade!
domingo, 3 de maio de 2009
Um amor para recordar
Era temporada das flores – elas davam primavera a paisagem que havia sob o céu aberto, que ofertava um azul celestial. Alguns cirros traçavam toda extensão dele...Eram esboços finos, nascido do amor perfeito entre os quatros ventos e as nuvens mais sensíveis, tais como os primeiros traços iniciais de uma “Belle Femme”, desenhados numa folha de papel, por um exímio artista.
O sol se mostrava tão radiante naquele dia. Era Apolo tão impávido, anunciando sua presença calorosa e animando toda a vida que desabrochava nos ninhos naquela aurora.
Debaixo dos hibiscos (uma flor belíssima), vermelhos me colocava a admirar o horizonte límpido, envolvido por um suave vento, que era doce e sutilmente sedutor. Fazia contornos breves em minha face, acariciando as maçãs de meu rosto moreno, que um dia o tempo levaria...
Eu tinha uma amiga – amiga mesmo -, na qual conhecia desde os oito anos de idade. Ficávamos sempre juntos... Também tínhamos nossos amigos, porém o que mais gostávamos de fazer, era ficarmos perto, um do outro.
Aos dez anos, dei um cordão a ela – “minha alma gêmea...” E nesse cordão, morava uma simples pedra: solitária, lapidada e divinamente linda. Quando a presenteie, aconteceu algo fantástico, lindo...A pedi em namoro! Ela se pôs a olhar para o céu neste momento, inerte e pensante, olhou para mim...Não respondeu nada, apenas chorou como quem chora a saudade mais gostosa. Meu coração palpitava a mil. E quando me abraçou, as lágrimas rolaram soltas na mesma hora...
Ficamos ali mesmo, parados sob aquela bela árvore florida, como se um precisasse do outro para respirar. Minutos depois ela me disse: Eu te amo amor. Não foi preciso mais nada para que começássemos a se beijar.
Durante o dia todo ficamos juntinhos, e só no final da tarde me despedia, qual se fosse pra longe. Ela me admirava distante, e ao mesmo tempo eu acenava com muita emoção. Voltei para minha casa em Angra dos Reis, e no mesmo ano – ela (não sei porque), sumiu! Eu já não era mais o mesmo cara, não sentia mais prazer em nada que fazia...Minha vida tinha perdido o sentido, um norte. Não namorei mais ninguém desde então, vivi exclusivamente voltado para o meu interior. Meus amigos de sempre me perguntavam:
– O que houve com você? Não pretende namorar nenhuma outra mulher?
Minhas lágrimas desceram rosto abaixo e eu respondia de um jeito “inexplicável”. Foi uma coisa tão pura e contagiante, que só faltava eles chorarem também.
Eu dizia o seguinte:
– Meus amigos... É uma coisa meio difícil - por enquanto – pra vocês entenderem. Eu amo essa mulher! E sem ela, parte de mim foi embora junto...
...Vou dizer a verdade pra vocês: não consigo sentir atração por qualquer outra menina. Não é que eu esteja “aboiolando”, mas não consigo e nem quero outra mulher em minha vida, e também, as pessoas perguntam isso, como seu eu fosse obrigado a estar com uma; por tal questão de orgulho, ou machismo, sei lá. Cara, meu coração é livre! Assim como o de vocês e de qualquer outra pessoa! Mas infelizmente a carne é fraca, e muitas vezes as pessoas deixam o seu coração de lado para atenderem aos prazeres dela – da carne. Muitas pessoas acham isso certo. Não digo que elas estejam erradas. Mas prefiro ouvir, sobretudo o meu coração...
Foi mais ou menos assim:
Eu comecei a olhar cada mulher com diferentes olhos...
Logo, também não tive mais necessidade de “estar com alguém”. Eu comecei a dar valor à minha liberdade, aos amigos, às pessoas e a mim mesmo.
Mas por incrível que pareça, depois de dez anos de espera, ao sair pra comprar umas coisas no mercado, eu a vi, lá estava ela sentada em um ponto de ônibus. Eu estava de moto, e quando a avistei, mesmo com o capacete comecei a gritar. E sai jogando a moto na frente dos carros feito louco, até parar perto do ponto. Parecia coisa de cinema!
Ela se levantou e ficou olhando. Desci da moto, tirei o capacete e disse:
– É ela!E chorando de emoção dizia:
– Ela está linda...Veja só meu Deus como ela está linda!
Depois disso tudo, a tomei no colo com muita saudade, e a beijei intensamente por alguns minutos. A partir daí minha vida voltou a ser como era antes, vivida e mais bela: tudo ser normalizou. E mais à frente, tivemos uma filha linda, que assim viera a ser chamar Beatriz.
Eu estava literalmente realizado, mas não esperava uma rasteira do destino...Estava tudo tão bem, até...
Meu único e grande amor adoecer. Foram momentos de verdadeira angústia pra mim.
Um dia, ela estava na varanda, deitada numa daquelas camas ou cadeiras, sei lá – de piscina. Quando me pediu para descer e comprar uma caixa de Ferrero Rocher que tanto gostava. Ela já tinha apresentado melhoras. Mas de repente, ao voltar, me deparei com o pior momento da minha vida...Ela estava morta. Foram seis anos juntos após nosso grande reencontro. Fiquei desesperado, tentei me matar e tudo. Eu estava literalmente acabado.
Um dia, estava como minha filha debaixo da mesma árvore, onde tinha pedido meu primeiro e último grande amor em namoro. Nesse dia encostei-me ao tronco da árvore, e fiquei admirando minha filha dormir em meus braços.
Num repente, senti um suave perfume... O perfume que ela costumava usar. E foi daí que dei o cordão dela a minha filha. Justamente no mesmo lugar que tinha dado ao meu amor.
Outro dia voltei e sentei sob os hibiscos, e entre um pensamento e outro acabei por dormir...E então, tive um sonho que ficará marcado para o resto de minha vida.
Era ela! Parecia um anjo.
E, logo após acordar, eu via seu espírito – puro e belo.“O amor se materializou para mim” –Assim eu dizia. No mesmo dia mudei! O amor por ela era tão intenso e lindo, que em vez de “acabar tudo”, por que não esperar...
Voltei a rever os amigos, e me abrir dizendo que descobrir, que me matar e se entregar às sobras do sofrimento não irá trazê-la de volta pra mim. Lógico que vai sempre ficar uma saudade. Mas eu sei...Eu sei que um dia estarei com ela de novo...Lá no céu!
E o meu amor e a minha fé nisso, me trazem forças e coragem para viver e esperar...Deus sempre sabe o que faz...E eu não irei entristecê-lo, me deixando cair sob total e inconformável amargura...Não mesmo!
É preciso mostrar a todos que o amor é forte. Que o amor é eterno e, é só por ele que vale a pena viver.
Tenho aqui na terra minha filha, meus parentes e amigos...
E eu sei...Eu sei que um dia hei de viver ao lado dela, tudo aquilo que sonhei aqui na terra...E Deus é testemunha disso!
Depois de ter dito tudo isso, fui ver o mar com um amigo... Era um finalzinho de tarde e não tinha praticamente ninguém na praia... Mas quando estávamos se banhando a espera de uma “onda perfeita”. A praia não parecia tão vazia pra mim...Eu acenava para uma linda pessoa, que só eu via...
...E adivinha quem?
O sol se mostrava tão radiante naquele dia. Era Apolo tão impávido, anunciando sua presença calorosa e animando toda a vida que desabrochava nos ninhos naquela aurora.
Debaixo dos hibiscos (uma flor belíssima), vermelhos me colocava a admirar o horizonte límpido, envolvido por um suave vento, que era doce e sutilmente sedutor. Fazia contornos breves em minha face, acariciando as maçãs de meu rosto moreno, que um dia o tempo levaria...
Eu tinha uma amiga – amiga mesmo -, na qual conhecia desde os oito anos de idade. Ficávamos sempre juntos... Também tínhamos nossos amigos, porém o que mais gostávamos de fazer, era ficarmos perto, um do outro.
Aos dez anos, dei um cordão a ela – “minha alma gêmea...” E nesse cordão, morava uma simples pedra: solitária, lapidada e divinamente linda. Quando a presenteie, aconteceu algo fantástico, lindo...A pedi em namoro! Ela se pôs a olhar para o céu neste momento, inerte e pensante, olhou para mim...Não respondeu nada, apenas chorou como quem chora a saudade mais gostosa. Meu coração palpitava a mil. E quando me abraçou, as lágrimas rolaram soltas na mesma hora...
Ficamos ali mesmo, parados sob aquela bela árvore florida, como se um precisasse do outro para respirar. Minutos depois ela me disse: Eu te amo amor. Não foi preciso mais nada para que começássemos a se beijar.
Durante o dia todo ficamos juntinhos, e só no final da tarde me despedia, qual se fosse pra longe. Ela me admirava distante, e ao mesmo tempo eu acenava com muita emoção. Voltei para minha casa em Angra dos Reis, e no mesmo ano – ela (não sei porque), sumiu! Eu já não era mais o mesmo cara, não sentia mais prazer em nada que fazia...Minha vida tinha perdido o sentido, um norte. Não namorei mais ninguém desde então, vivi exclusivamente voltado para o meu interior. Meus amigos de sempre me perguntavam:
– O que houve com você? Não pretende namorar nenhuma outra mulher?
Minhas lágrimas desceram rosto abaixo e eu respondia de um jeito “inexplicável”. Foi uma coisa tão pura e contagiante, que só faltava eles chorarem também.
Eu dizia o seguinte:
– Meus amigos... É uma coisa meio difícil - por enquanto – pra vocês entenderem. Eu amo essa mulher! E sem ela, parte de mim foi embora junto...
...Vou dizer a verdade pra vocês: não consigo sentir atração por qualquer outra menina. Não é que eu esteja “aboiolando”, mas não consigo e nem quero outra mulher em minha vida, e também, as pessoas perguntam isso, como seu eu fosse obrigado a estar com uma; por tal questão de orgulho, ou machismo, sei lá. Cara, meu coração é livre! Assim como o de vocês e de qualquer outra pessoa! Mas infelizmente a carne é fraca, e muitas vezes as pessoas deixam o seu coração de lado para atenderem aos prazeres dela – da carne. Muitas pessoas acham isso certo. Não digo que elas estejam erradas. Mas prefiro ouvir, sobretudo o meu coração...
Foi mais ou menos assim:
Eu comecei a olhar cada mulher com diferentes olhos...
Logo, também não tive mais necessidade de “estar com alguém”. Eu comecei a dar valor à minha liberdade, aos amigos, às pessoas e a mim mesmo.
Mas por incrível que pareça, depois de dez anos de espera, ao sair pra comprar umas coisas no mercado, eu a vi, lá estava ela sentada em um ponto de ônibus. Eu estava de moto, e quando a avistei, mesmo com o capacete comecei a gritar. E sai jogando a moto na frente dos carros feito louco, até parar perto do ponto. Parecia coisa de cinema!
Ela se levantou e ficou olhando. Desci da moto, tirei o capacete e disse:
– É ela!E chorando de emoção dizia:
– Ela está linda...Veja só meu Deus como ela está linda!
Depois disso tudo, a tomei no colo com muita saudade, e a beijei intensamente por alguns minutos. A partir daí minha vida voltou a ser como era antes, vivida e mais bela: tudo ser normalizou. E mais à frente, tivemos uma filha linda, que assim viera a ser chamar Beatriz.
Eu estava literalmente realizado, mas não esperava uma rasteira do destino...Estava tudo tão bem, até...
Meu único e grande amor adoecer. Foram momentos de verdadeira angústia pra mim.
Um dia, ela estava na varanda, deitada numa daquelas camas ou cadeiras, sei lá – de piscina. Quando me pediu para descer e comprar uma caixa de Ferrero Rocher que tanto gostava. Ela já tinha apresentado melhoras. Mas de repente, ao voltar, me deparei com o pior momento da minha vida...Ela estava morta. Foram seis anos juntos após nosso grande reencontro. Fiquei desesperado, tentei me matar e tudo. Eu estava literalmente acabado.
Um dia, estava como minha filha debaixo da mesma árvore, onde tinha pedido meu primeiro e último grande amor em namoro. Nesse dia encostei-me ao tronco da árvore, e fiquei admirando minha filha dormir em meus braços.
Num repente, senti um suave perfume... O perfume que ela costumava usar. E foi daí que dei o cordão dela a minha filha. Justamente no mesmo lugar que tinha dado ao meu amor.
Outro dia voltei e sentei sob os hibiscos, e entre um pensamento e outro acabei por dormir...E então, tive um sonho que ficará marcado para o resto de minha vida.
Era ela! Parecia um anjo.
E, logo após acordar, eu via seu espírito – puro e belo.“O amor se materializou para mim” –Assim eu dizia. No mesmo dia mudei! O amor por ela era tão intenso e lindo, que em vez de “acabar tudo”, por que não esperar...
Voltei a rever os amigos, e me abrir dizendo que descobrir, que me matar e se entregar às sobras do sofrimento não irá trazê-la de volta pra mim. Lógico que vai sempre ficar uma saudade. Mas eu sei...Eu sei que um dia estarei com ela de novo...Lá no céu!
E o meu amor e a minha fé nisso, me trazem forças e coragem para viver e esperar...Deus sempre sabe o que faz...E eu não irei entristecê-lo, me deixando cair sob total e inconformável amargura...Não mesmo!
É preciso mostrar a todos que o amor é forte. Que o amor é eterno e, é só por ele que vale a pena viver.
Tenho aqui na terra minha filha, meus parentes e amigos...
E eu sei...Eu sei que um dia hei de viver ao lado dela, tudo aquilo que sonhei aqui na terra...E Deus é testemunha disso!
Depois de ter dito tudo isso, fui ver o mar com um amigo... Era um finalzinho de tarde e não tinha praticamente ninguém na praia... Mas quando estávamos se banhando a espera de uma “onda perfeita”. A praia não parecia tão vazia pra mim...Eu acenava para uma linda pessoa, que só eu via...
...E adivinha quem?
sábado, 2 de maio de 2009
Sublime metade
Hoje eu acordei sentindo falta de mim... É aquele " velho " conceito do complemento - a metade desprendida de um mesmo todo em algum momento de nossas vidas, que se perde em alguma dimensão do cosmos etéreo. Essa tal parte que harmoniza e completa, é feito um pórtico [ porto seguro ] à espera de seu timoneiro - que sabido - ele, em cais aporta e descansa deitado sobre o mar, bem como relaxa sob os ventos oceânicos...
Nosso amor
Rio sozinho - as vezes...Pensando, lembro do gosto; sinto na boca aguar a doçura dos beijos.E o gestos sinceros em mim, marcaram qual se fossem poesias d'alma, emoldurando-se - pra sempre - feito retrato em sépia de um momento bom.
Dos amores que tive, acreditei ser amor...Não! Não as amei como imaginara, me enganei em tais julgamentos. Fora traído pelos meus sentidos...Mas hoje eu sei; tenho certeza...
...Dessa vez foi pra valer. Sabe por quê ?
Simples: Me fizeste ver cores e flores que antes eu não via.
Dos amores que tive, acreditei ser amor...Não! Não as amei como imaginara, me enganei em tais julgamentos. Fora traído pelos meus sentidos...Mas hoje eu sei; tenho certeza...
...Dessa vez foi pra valer. Sabe por quê ?
Simples: Me fizeste ver cores e flores que antes eu não via.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Uma noite e meia
Algumas pedras de gelo em uma taça levemente gelada sobre a mesa, era o começo de uma noite marcante para um exímio sedutor. Um Dry Martini dava sabor aos lábios, antecipando o que seria depois de alguns olhares lascivos – a oculta vontade, finalizada em desejo explícito sobre uma curva bem definida.
Olhares atentos e clivados sobre o decote, desejavam subjugar aquelas pernas, aqueles seios...
Enfeitiçados e incitantes, convidavam os seus sentidos todos a um desfecho de carne.
Ela, mulher de classe e requintada do alto penteado aos pés – era uma linda dama, se colocava a duas mesas de distância de seu “flertor”, que ela ainda não dera conta – não notara sua presença.
Cruzava e descruzava as pernas de maneira sensual – impossível não notar os movimentos delas, que eram provocantes a quem as via - num movimento cheio de intenções para os olhares alheios, atiçando a cada gesto os desejos de um homem sedento por uma noite apenas.
Para esse homem de sorriso malicioso que morava ao canto da boca entreaberta, satisfazer-se no gozo de um encontro notável, era seu passaporte para se acabar no deleite de uma chave-de-perna...
Sua respiração começava a ofegar...
Então largou a sua taça na mesa, com meia dose de Dry.
E sem muito hesitar levantou-se...Indo ao encontro daquela mulher de cabelos loiros, longos e soltos – que muito sugeria a qualquer homem que gostasse de dominar uma fêmea.
Só que no meio do caminho ele resolvera outro intento – tomá-la por trás. Com uma atitude inesperada e selvagem, encheu a mão naquele decote safado, lhe tomando a boca de supetão de modo a deixar tudo ali visível aos olhares atônitos. Ele apertava os seios no compasso que a beija os lábios, de tal maneira que não havia respiração por parte dela, só gemidos e soluços silenciosos. Decorreu-se mais alguns segundos de beijos, em seguida escorregou a boca para uma de suas orelhas, chupando-as num movimento de ir e vir: mordiscava toda a maciez dela e penetrava a ponta da língua adentro.
Após a cena típica de filme americanizado, trocaram alguns olhares cansados como de quem tinha terminado de fazer amor.
Papilon Motel a 500 metros. – Dizia a placa.
Uma noite e meia de prazer; um lugar e mil estórias pra contar...
A boca máscula se metia entre as coxas, que tensas retraiam-se num sugar perfeito sobra a...
– Minha nossa! Que homem é esse...
Ela gritava louquinha de prazer.
E em torpor dava gargalhadas de tesão, pedindo mais e mais...
– Vai, me fode com vontade, seu safado sem vergonha! Agoraaaa...
Ele a fodia com tanta emoção, quase à beira de um ataque cardíaco.
– Você é um cavalo! Agora eu quero lá... – Ela pedia.
– Onde você quer, sua vagabunda?
– Uhm, amor. Gostei...Sou tua vagabunda.
E completando, ela respondia:
– Eu deixo por sua conta decidir a melhor entrada.
– Então ta, façamos o seguinte, deixa a noite rolar e no meio do caminho a gente decide o melhor trajeto...
Foi uma noite inteira – reto anal...
A madrugada gemia tão lânguida que apenas ouviam-se os sussurros suados dos corpos, sobre a cama que registrava uma noite e meia.
Olhares atentos e clivados sobre o decote, desejavam subjugar aquelas pernas, aqueles seios...
Enfeitiçados e incitantes, convidavam os seus sentidos todos a um desfecho de carne.
Ela, mulher de classe e requintada do alto penteado aos pés – era uma linda dama, se colocava a duas mesas de distância de seu “flertor”, que ela ainda não dera conta – não notara sua presença.
Cruzava e descruzava as pernas de maneira sensual – impossível não notar os movimentos delas, que eram provocantes a quem as via - num movimento cheio de intenções para os olhares alheios, atiçando a cada gesto os desejos de um homem sedento por uma noite apenas.
Para esse homem de sorriso malicioso que morava ao canto da boca entreaberta, satisfazer-se no gozo de um encontro notável, era seu passaporte para se acabar no deleite de uma chave-de-perna...
Sua respiração começava a ofegar...
Então largou a sua taça na mesa, com meia dose de Dry.
E sem muito hesitar levantou-se...Indo ao encontro daquela mulher de cabelos loiros, longos e soltos – que muito sugeria a qualquer homem que gostasse de dominar uma fêmea.
Só que no meio do caminho ele resolvera outro intento – tomá-la por trás. Com uma atitude inesperada e selvagem, encheu a mão naquele decote safado, lhe tomando a boca de supetão de modo a deixar tudo ali visível aos olhares atônitos. Ele apertava os seios no compasso que a beija os lábios, de tal maneira que não havia respiração por parte dela, só gemidos e soluços silenciosos. Decorreu-se mais alguns segundos de beijos, em seguida escorregou a boca para uma de suas orelhas, chupando-as num movimento de ir e vir: mordiscava toda a maciez dela e penetrava a ponta da língua adentro.
Após a cena típica de filme americanizado, trocaram alguns olhares cansados como de quem tinha terminado de fazer amor.
Papilon Motel a 500 metros. – Dizia a placa.
Uma noite e meia de prazer; um lugar e mil estórias pra contar...
A boca máscula se metia entre as coxas, que tensas retraiam-se num sugar perfeito sobra a...
– Minha nossa! Que homem é esse...
Ela gritava louquinha de prazer.
E em torpor dava gargalhadas de tesão, pedindo mais e mais...
– Vai, me fode com vontade, seu safado sem vergonha! Agoraaaa...
Ele a fodia com tanta emoção, quase à beira de um ataque cardíaco.
– Você é um cavalo! Agora eu quero lá... – Ela pedia.
– Onde você quer, sua vagabunda?
– Uhm, amor. Gostei...Sou tua vagabunda.
E completando, ela respondia:
– Eu deixo por sua conta decidir a melhor entrada.
– Então ta, façamos o seguinte, deixa a noite rolar e no meio do caminho a gente decide o melhor trajeto...
Foi uma noite inteira – reto anal...
A madrugada gemia tão lânguida que apenas ouviam-se os sussurros suados dos corpos, sobre a cama que registrava uma noite e meia.
Um Anjo
Era bem cedinho, antes do sol dar a face para o mar beijar. Eu caminhava tão leve sobre a areia macia daquela praia de inúmeras dunas, observando toda a experiência visual que o mar me oferecia naquele momento. Que maravilha – eu pensava. Sentia até vontade de “cair”, ou melhor, pegar ondas, mas o que eu queria mesmo era “ver” um anjo.
Seguido alguns passos à frente, me pus a sentar um pouco – sobre um montinho de areia que fizera para que pudesse refletir confortavelmente de frente aquela imensidão de paraíso infinito. Sentado, comecei a contemplar a natureza ao meu redor...Era uma harmonia fantástica! O céu; o oceano; o vento; as ondas, tudo era lindo demais! Daí começara pensar, e por conta disso vieram à tona as lembranças de outrora – um amor passado, ou melhor...Um desamor: “Ela se parecia com o amor, e eu me apaixonei, mas ao fim fora uma ilusão perfeita – frustrei-me” – eu pensando.
E por ter reprisado em mente mesmo por instantes, acabou resultando em lágrimas, aquelas breves lembranças que ainda estão guardadas em mim... Chorei e pedi ao meu anjo para que me ajudasse a caminhar, sempre com amor e também a conseguir tudo que sonhava.
Eu sentia que alguém estava me escutando. Logo comecei a “conversar” com esse alguém. Eu realmente sentia a presença de algo; então contei a essa “pessoa” sobre meus sonhos, tristezas, minhas ideologias...Mil coisas! E conversei mesmo! (sozinho).
Assim que eu me “desliguei” um pouco, avistei uma bela mulher com trajes leves, caminhando e sorrindo sozinha. (já havia amanhecido). Ela era linda! Eu olhava em sua direção e me sentia tão bem. Achava que já a conhecia de algum lugar. Comecei a ficar nervoso, sabe por quê? Por que ela começou a vir em minha direção. Sem saber o que fazer entreguei-me ao sorriso.
Quando chegou onde eu estava – ela, com uma mão na cabeça segurando o chapéu e a outra carregando as sandálias, me perguntou com um leve sorriso:
- Posso me sentar aqui um pouquinho?
É claro que, “deslumbrantemente” respondi:
- Sim!
Eu poderia pensar mil maldades daquela situação, mas não!
Ela tinha um perfume maravilhoso.E com a pele clara mais os longos cabelos ruivos, ela começou:
- Isso tudo é tão belo, não é?
- É – eu respondia.
- E o que vê?
- Bem...Vejo o mar, as ilhas, o céu, as ondas, a areia...
- E o que mais?
- Acho que só.
Ela me tratou de tal maneira...E falou comigo como se conhecesse há anos, eu idem.
Seguidamente ela dizia:
- Pois temos uma nova lição, meu velho amigo. Jamais limite sua visão. Faça dessas coisas que te deslumbram, o seu mundo.
Um mundo, onde tudo pode ser “perfeito”, com amor e paz...
...Veja todas as coisas com a pureza do seu coração e terás um novo mundo... Um mundo não menos real em face ao das outras pessoas. Porém, um...Cheio de amor e sonhos a serem realizados.
É por isso que sempre digo: “nenhum lugar irá te revelar a verdade. Você poderá está em todos, no entanto, você só encontrará em si mesmo”.
- Você é um “anjo”? – Perguntei.
Ela deu um leve sorriso e, dizia:
- Nossa! Eu pareço?
Em seguida segurou-me a mão e disse:
- Muito obrigada!
Depois se levantou e sentou-se de frente a mim. Nesse momento segurava as minhas mãos para me revelar:
- Eros...Agora é o momento! (eu pensei que ia morrer).
“Calma, você não vai morrer agora!” – Dizia ironicamente. (continuei cismado do mesmo jeito).
E assim ela continuava...
- Lembra de todos aqueles seus pensamentos? Não os alimente mais, pensando a todo o momento. Dê uma chance a você mesmo...Dê apenas uma chance para a força de seus sonhos.
Alimente seus sonhos e objetivos, sempre com disciplina, otimismo e coragem. E continue com seus escritos. Além de você mesmo, muitos irão te agradecer...
...Guarde essas palavras com você, Eros.
Nesse momento ela se levantava e olhando para o céu, proferia:
- Eros, não se preocupe com as pessoas, ou até mesmo se prenda a elas – a dor reside no apego. Nós aqui, o admiramos muito assim do jeito que és...Detalhe: tem muita gente a sua volta que acha o mesmo, pode acreditar em mim...
E completando, ela dizia tão suave:
- “Qualquer dia iremos nos encontrar...”.
Nossa! Essas palavras soaram aos meus ouvidos como algo tão essencial, mas que ao mesmo tempo me assustava. Nunca tinha tido uma experiência como aquela antes, fora obra de Deus, ele ouviu meu pedido.
E assim, ela virou-se e começou a andar...De repente olhou pra trás e voltou numa corridinha breve, até onde eu estava e disse-me:
- Ah! Volte a tocar o seu violão para as estrelas. Eu e seus amigos lá em cima adoramos, e estaremos sempre perto para ouvi-lo. – Ela dizia essas palavras com uma voz de veludo e um olhar encantador que parecia se referir a outras coisas, também.
Deu-me as costas e finalmente se pôs a caminhar – fora embora...
“Eu e seus amigos lá em cima...”. Ah! Essa frase não saiu da minha cabeça. Ela realmente era um anjo. Até hoje me lembro e choro com tamanha saudade.
Parece que eu já a conhecia...
Em um sonho ela voltou e disse: “Eros, não precisa ficar com essa saudade que te sufoca e o deixa em prantos, eu estou em carne e osso também, bem próximo a você. Talvez você saiba quem é... E brevemente você terá certeza!”.
Mas mesmo assim, ainda sinto saudades...
Seguido alguns passos à frente, me pus a sentar um pouco – sobre um montinho de areia que fizera para que pudesse refletir confortavelmente de frente aquela imensidão de paraíso infinito. Sentado, comecei a contemplar a natureza ao meu redor...Era uma harmonia fantástica! O céu; o oceano; o vento; as ondas, tudo era lindo demais! Daí começara pensar, e por conta disso vieram à tona as lembranças de outrora – um amor passado, ou melhor...Um desamor: “Ela se parecia com o amor, e eu me apaixonei, mas ao fim fora uma ilusão perfeita – frustrei-me” – eu pensando.
E por ter reprisado em mente mesmo por instantes, acabou resultando em lágrimas, aquelas breves lembranças que ainda estão guardadas em mim... Chorei e pedi ao meu anjo para que me ajudasse a caminhar, sempre com amor e também a conseguir tudo que sonhava.
Eu sentia que alguém estava me escutando. Logo comecei a “conversar” com esse alguém. Eu realmente sentia a presença de algo; então contei a essa “pessoa” sobre meus sonhos, tristezas, minhas ideologias...Mil coisas! E conversei mesmo! (sozinho).
Assim que eu me “desliguei” um pouco, avistei uma bela mulher com trajes leves, caminhando e sorrindo sozinha. (já havia amanhecido). Ela era linda! Eu olhava em sua direção e me sentia tão bem. Achava que já a conhecia de algum lugar. Comecei a ficar nervoso, sabe por quê? Por que ela começou a vir em minha direção. Sem saber o que fazer entreguei-me ao sorriso.
Quando chegou onde eu estava – ela, com uma mão na cabeça segurando o chapéu e a outra carregando as sandálias, me perguntou com um leve sorriso:
- Posso me sentar aqui um pouquinho?
É claro que, “deslumbrantemente” respondi:
- Sim!
Eu poderia pensar mil maldades daquela situação, mas não!
Ela tinha um perfume maravilhoso.E com a pele clara mais os longos cabelos ruivos, ela começou:
- Isso tudo é tão belo, não é?
- É – eu respondia.
- E o que vê?
- Bem...Vejo o mar, as ilhas, o céu, as ondas, a areia...
- E o que mais?
- Acho que só.
Ela me tratou de tal maneira...E falou comigo como se conhecesse há anos, eu idem.
Seguidamente ela dizia:
- Pois temos uma nova lição, meu velho amigo. Jamais limite sua visão. Faça dessas coisas que te deslumbram, o seu mundo.
Um mundo, onde tudo pode ser “perfeito”, com amor e paz...
...Veja todas as coisas com a pureza do seu coração e terás um novo mundo... Um mundo não menos real em face ao das outras pessoas. Porém, um...Cheio de amor e sonhos a serem realizados.
É por isso que sempre digo: “nenhum lugar irá te revelar a verdade. Você poderá está em todos, no entanto, você só encontrará em si mesmo”.
- Você é um “anjo”? – Perguntei.
Ela deu um leve sorriso e, dizia:
- Nossa! Eu pareço?
Em seguida segurou-me a mão e disse:
- Muito obrigada!
Depois se levantou e sentou-se de frente a mim. Nesse momento segurava as minhas mãos para me revelar:
- Eros...Agora é o momento! (eu pensei que ia morrer).
“Calma, você não vai morrer agora!” – Dizia ironicamente. (continuei cismado do mesmo jeito).
E assim ela continuava...
- Lembra de todos aqueles seus pensamentos? Não os alimente mais, pensando a todo o momento. Dê uma chance a você mesmo...Dê apenas uma chance para a força de seus sonhos.
Alimente seus sonhos e objetivos, sempre com disciplina, otimismo e coragem. E continue com seus escritos. Além de você mesmo, muitos irão te agradecer...
...Guarde essas palavras com você, Eros.
Nesse momento ela se levantava e olhando para o céu, proferia:
- Eros, não se preocupe com as pessoas, ou até mesmo se prenda a elas – a dor reside no apego. Nós aqui, o admiramos muito assim do jeito que és...Detalhe: tem muita gente a sua volta que acha o mesmo, pode acreditar em mim...
E completando, ela dizia tão suave:
- “Qualquer dia iremos nos encontrar...”.
Nossa! Essas palavras soaram aos meus ouvidos como algo tão essencial, mas que ao mesmo tempo me assustava. Nunca tinha tido uma experiência como aquela antes, fora obra de Deus, ele ouviu meu pedido.
E assim, ela virou-se e começou a andar...De repente olhou pra trás e voltou numa corridinha breve, até onde eu estava e disse-me:
- Ah! Volte a tocar o seu violão para as estrelas. Eu e seus amigos lá em cima adoramos, e estaremos sempre perto para ouvi-lo. – Ela dizia essas palavras com uma voz de veludo e um olhar encantador que parecia se referir a outras coisas, também.
Deu-me as costas e finalmente se pôs a caminhar – fora embora...
“Eu e seus amigos lá em cima...”. Ah! Essa frase não saiu da minha cabeça. Ela realmente era um anjo. Até hoje me lembro e choro com tamanha saudade.
Parece que eu já a conhecia...
Em um sonho ela voltou e disse: “Eros, não precisa ficar com essa saudade que te sufoca e o deixa em prantos, eu estou em carne e osso também, bem próximo a você. Talvez você saiba quem é... E brevemente você terá certeza!”.
Mas mesmo assim, ainda sinto saudades...
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Uma fantasia ousada
Oito horas da noite numa quarta feira calorosa, isso no ano de dois mil e dois. Eu e uma certa Ex-namorada estávamos sentados num banquinho sem vergonha, que não era nada confortável.Dava apenas pra três pessoas. Ele ficava debaixo da árvore em frente ao nosso portão. E essa árvore fazia uma certa sombra, que era um tanto sugestiva para o momento.
A rua onde morávamos era sem saída, só havia um lado para entrar nela e no fim dessa ruela, ficava a nossa calçada.
E lá sentados ficamos por alguns minutos...
Quando ela pra quebrar o silêncio, disse:
– Amor, quero chupar!
Eu:
– Quê! Nossa hein, você está me saindo uma verdadeira safadinha. – Dizia isso com certa maldade.
Ainda bem que era tudo escuro ali, víamos todo mundo que passava, mas ninguém nos via. Então eu permitia a vontade dela.
– Vai, cai de boca!
Ela caía cheia de vontade, sugando tão forte que eu passava mal de tanto prazer, chegando até apertar as pernas de tesão. E com o passar do tempo, ela foi se tornando uma profissional nisso. Parecia uma vagabunda experiente, ia até o fim, colocando de maneira silenciosa a criança todinha na garganta. E depois fazia um pompoar dos deuses, que tradicionalmente era feito com a vulva, mas que nesse momento ela se arriscava com os lábios – um trabalho voraz de sugar, apertar e expulsar.
Logo depois ao levantar a cabeça e limpar a boca que estava estupidamente banhada a mel, de um jeito como se tivesse meditado longamente para me dizer o que pretendia, deitou a cabeça em meu ombro e soprou-me numa orelha:
– Olha, se quiser podemos fazer daquele jeito.
– Que jeito seria esse? – Surpreso eu perguntava.
– Vou te mostra qual é. – Ela completava.
Notei que a modulação de sua voz tinha alterado naquele momento, seus olhos cintilavam no sincronismo de um sorriso cheio de malícia, que despertava em mim a fera adormecida.
– Anda, vem comigo! – Ela.
– Sim, vamos! Eu respondia.
Nem imaginava que era a casa do vizinho onde ela gostaria de fazer gostoso comigo. Isso muito me agradou, mas não pude deixar de lembrar o fato desfavorável de que a porta e as janelas se encontravam acesas, meio que espreitando o que se passava em sua volta. Mas se tratava da casa debaixo, não a casa de cima, que era a do proprietário dos imóveis daquela área. Essa casa debaixo estava vazia e literalmente no escuro.
Receava um pouco aquela maluquice, mas também não podia deixar de dizer que mesmo assim para os meus sentidos, executar uma fantasia na iminência de ser pego, me dava um tesão da porra. Era uma das loucuras amorosas que eu mais gostava – correr o risco.
Invadimos o tal recinto e tomamos como base aquele velho tanque que convivia no frio de um canto escuro: ele presenciou o gemido de uma ousada fantasia.
A rua onde morávamos era sem saída, só havia um lado para entrar nela e no fim dessa ruela, ficava a nossa calçada.
E lá sentados ficamos por alguns minutos...
Quando ela pra quebrar o silêncio, disse:
– Amor, quero chupar!
Eu:
– Quê! Nossa hein, você está me saindo uma verdadeira safadinha. – Dizia isso com certa maldade.
Ainda bem que era tudo escuro ali, víamos todo mundo que passava, mas ninguém nos via. Então eu permitia a vontade dela.
– Vai, cai de boca!
Ela caía cheia de vontade, sugando tão forte que eu passava mal de tanto prazer, chegando até apertar as pernas de tesão. E com o passar do tempo, ela foi se tornando uma profissional nisso. Parecia uma vagabunda experiente, ia até o fim, colocando de maneira silenciosa a criança todinha na garganta. E depois fazia um pompoar dos deuses, que tradicionalmente era feito com a vulva, mas que nesse momento ela se arriscava com os lábios – um trabalho voraz de sugar, apertar e expulsar.
Logo depois ao levantar a cabeça e limpar a boca que estava estupidamente banhada a mel, de um jeito como se tivesse meditado longamente para me dizer o que pretendia, deitou a cabeça em meu ombro e soprou-me numa orelha:
– Olha, se quiser podemos fazer daquele jeito.
– Que jeito seria esse? – Surpreso eu perguntava.
– Vou te mostra qual é. – Ela completava.
Notei que a modulação de sua voz tinha alterado naquele momento, seus olhos cintilavam no sincronismo de um sorriso cheio de malícia, que despertava em mim a fera adormecida.
– Anda, vem comigo! – Ela.
– Sim, vamos! Eu respondia.
Nem imaginava que era a casa do vizinho onde ela gostaria de fazer gostoso comigo. Isso muito me agradou, mas não pude deixar de lembrar o fato desfavorável de que a porta e as janelas se encontravam acesas, meio que espreitando o que se passava em sua volta. Mas se tratava da casa debaixo, não a casa de cima, que era a do proprietário dos imóveis daquela área. Essa casa debaixo estava vazia e literalmente no escuro.
Receava um pouco aquela maluquice, mas também não podia deixar de dizer que mesmo assim para os meus sentidos, executar uma fantasia na iminência de ser pego, me dava um tesão da porra. Era uma das loucuras amorosas que eu mais gostava – correr o risco.
Invadimos o tal recinto e tomamos como base aquele velho tanque que convivia no frio de um canto escuro: ele presenciou o gemido de uma ousada fantasia.
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